A Coreia do Norte Atacará o Japão?

Misseis Norte Coreanos Ameaçam Voos Comerciais e Estimulam Vendas de Abrigos Anti Nucleares no Japão

Tensão cria demanda por abrigos nucleares particulares no Japão e aumenta a preocupação com a segurança de voos na região

Tensão cria demanda por abrigos nucleares particulares no Japão e aumenta a preocupação com a segurança de voos na região.

Parece que os japoneses não aprenderam nada com Hiroshima, Nagasaki e Fukushima. Enquanto várias companhias aéreas, como a Korean Air, informaram na semana passada o avistamento do míssil balístico intercontinental disparado pela Coreia do Norte (foram dois relatos de pilotos que voavam a rota Los Angeles - Incheon), o governo do Japão se mantém estranhamente estático e calado - principalmente sobre as atuais medidas de defesa e prevenção.

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Atualmente, o número de abrigos nucleares no Japão cobre apenas 0,02% da população, ou seja, pouco mais de 25 mil pessoas (de uma população de mais de 127 milhões) teriam acesso ou estariam protegidas em caso de um ataque nuclear.

Empresas que constroem abrigos particulares de emergência, por outro lado, estão sorrindo à toa. Uma delas, com sede em Osaka, fechou 18 contratos neste ano até o momento e outras seis negociações de abrigos nucleares fabricados no exterior estão em curso, em contraste com anos anteriores, quando a empresa fechou apenas um contrato. Com o aumento da demanda, em cerca de três meses os abrigos são instalados no local de preferência do comprador.

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Os preços variam em alguns milhões de ienes, e alguns itens disponíveis no Japão visam reduzir os riscos de ser exposto a materiais perigosos na ocorrência de desastres nucleares, biológicos e químicos ou emergências, e o número de solicitações individuais sobre eles vem aumentando.

E toda essa preocupação não é à toa. De acordo com a agência de notícias AFP, o Ministério dos Transportes do Japão disse que os controladores aéreos do país receberam relatórios de quatro avistamentos de míssil semana passada. Um porta-voz da Japan Airlines disse que a tripulação do cockpit de uma de suas aeronaves, que voam de Tóquio para Londres, "viu uma chama brilhante cair" sobre o mar do Japão.

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Os relatórios chegam também de Hong Kong, onde um avião de carga Cathay Pacific relatou ter visto "o que suspeita ser a reentrada [na atmosfera]" do míssil norte-coreano. Em uma mensagem compartilhada com a equipe, o gerente geral da Cathay, Mark Hoey, disse que a equipe havia descrito ver o míssil "explodir em mil pedaços", informou o South China Morning Post.

"A ignição do segundo estágio do foguete e a separação do primeiro estágio podem ter ocasionado uma explosão que fez com que o míssil explodisse inteiro", escreveu ele.

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A Organização da Aviação Civil Internacional da ONU (OACI), em outubro, condenou os contínuos lançamentos de mísseis inesperados do Norte, instando-o a cumprir os padrões da aviação internacional para evitar riscos. As autoridades sul-coreanas disseram que avisaram as companhias aéreas de um possível teste de mísseis um dia antes do lançamento com base em relatórios de inteligência, disse o funcionário do Ministério dos Transportes. E o Japão continua calado.

Entenda a situação no Japão assistindo ao vídeo:



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