ONU Impõe Novas Sanções à Coreia do Norte

Primeiro Ministro Japonês Shinzo Abe elogia as medidas adotadas

Primeiro Ministro Japonês Shinzo Abe elogia as medidas adotadas

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas impôs (por unanimidade) sanções contra a Coreia do Norte nesta segunda-feira, por causa do sexto e mais poderoso teste nuclear do país, em 3 de setembro.

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Entre os itens, ficou estabelecida a proibição das exportações de produtos têxteis do país e a limitação das importações de petróleo do país. Esta foi a nona resolução de sanções aprovada por unanimidade pelo conselho de 15 membros desde 2006, sobre os programas de mísseis balísticos e nuclear da Coreia do Norte.

O sucesso das sanções aconteceu muito por causa dos Estados Unidos, que atenuaram um primeiro esboço de resolução mais rígido para ganhar o apoio de China e Rússia, aliadas de Pyongyang.

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Nesta segunda-feira, a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que seu país não estava à procura de guerra com a Coreia do Norte e que Pyongyang "ainda não passou o ponto de não retorno".

Ela declarou a agências de notícias internacionais: "Se (a Coreia do Norte) concordar em interromper o seu programa nuclear, pode retomar seu futuro. Se provar que pode viver em paz, o mundo viverá em paz com ela", disse a embaixadora ao Conselho de Segurança depois que o conselho adotou as novas sanções.



Reflexos no Japão


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, elogiou as novas sanções. "É muito importante pressionar a Coreia do Norte com duras medidas nunca vistas antes, forçando o país a mudar suas políticas", declarou.

O embaixador da China na ONU, Liu Jieyi, exortou a Coreia do Norte a "levar a sério as expectativas e vontade da comunidade internacional" e pediu a todas as partes que continuem com "a cabeça fria" e não elevem as tensões.

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Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada. Em negociações sobre a resolução mais recente, diplomatas disseram que a Rússia questionou que influência do Conselho de Segurança restará se a Coreia do Norte continuar a realizar testes de mísseis e nucleares.

Atualmente, produtos têxteis representaram a segunda maior exportação da Coreia do Norte após o carvão e outros minerais em 2016, totalizando 752 milhões de dólares, de acordo com dados da Agência Coreana de Promoção de Investimentos Comerciais. Quase 80 por cento das exportações de têxteis foram para a China. A recente resolução impõe a proibição de exportação à Coreia do Norte de gás natural liquefeito e condensado, um limite máximo de 2 milhões de barris por ano em produtos petrolíferos refinados e um limite de petróleo bruto nos níveis atuais. A China fornece a maior parte do petróleo da Coreia do Norte.

Assista nosso vídeo sobre o tema:


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