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Rede 7 Eleven Se Recusa a Cooperar com Pedido Governamental Para Censurar Revistas Pornográficas no Japão

A gigante de lojas de conveniência reafirmou à imprensa japonesa seu direito de exibir as revistas em estantes acessíveis a qualquer pessoa

A gigante de lojas de conveniência reafirmou à imprensa japonesa seu direito de exibir as revistas em estantes acessíveis a qualquer pessoa 

Se você mora no Japão, basta entrar em qualquer loja de conveniência e encontrará uma parede coberta por estantes de revistas, geralmente atrás dos vidros da frente da loja. As revistas de moda e notícias estão geralmente mais próximas da porta de entrada, seguidas de periódicos especializados para coisas como refeições, viagens, esportes e carros.

Mais adiante, você verá um monte de mangás e, ao fundo, estarão as revistas pornográficas. Mesmo que, no Japão, as revistas para adultos evitem mostrar nudez explícita nas capas, devido ao fácil acesso, ainda assim são imagens provocantes, pensadas para te fazer abrir a carteira e comprar o produto.

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Além disso, a maioria delas não estão lacradas, e qualquer pessoa pode folhear suas páginas para decidir se vale ou não a pena adquirir a publicação.

Tem sido assim há décadas, mas o governo da Província de Chiba (vizinha a Tokyo), quer mudar isso. Como parte da Portaria de Desenvolvimento da Juventude Saudável da Prefeitura de Chiba, a cidade aprovou recentemente um orçamento de ¥ 390 mil ienes para comprar e potencialmente distribuir cerca de 4.200 embalagens de plástico para as lojas cobrirem as revistas para adultos, censurando parcialmente as capas e impedindo que sejam lidas antes da compra.

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Tudo baseado numa pesquisa realizada pela cidade, que recebeu 650 respostas e descobriu que 74,8% dos entrevistados estão a favor de tais restrições de exibição, com apenas 4,8% contra.

Por isso, a cidade de Chiba (capital da província) disse que lançaria um programa de teste voluntário em agosto e setembro deste ano. Contudo, o anúncio do programa de teste veio antes que os administradores da cidade tivessem recebido qualquer compromisso de participação por parte dos varejistas, e a iniciativa recebeu um baita tiro no pé quando a Seven & I Holdings, a empresa-mãe da cadeia de conveniência 7-Eleven, disse publicamente não irá colocar as tais capas em revistas para adultos em suas lojas.

A recusa da maior rede de lojas de conveniência caiu como um balde de água fria. Chiba não é o único município com problemas para ganhar apoio e cooperação em sua busca para ocultar a pornografia: ano passado, o Family-Mart de Sakae (Província de Osaka) concordou em escurecer as capas de suas revistas pornográficas. Os administradores esperavam expandir o programa para mais 80 lojas de conveniência e livrarias na cidade este ano, mas até agora garantiram o acordo de apenas 12.

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Quem se opõe à medida diz que a censura das capas das revistas constitui uma violação da liberdade de expressão. Chiba, por sua vez, se defende dizendo que, uma vez que o saquinho de plástico é uma cobertura que pode ser removida à mão e não viola quaisquer direitos constitucionais.

Além de manter o conteúdo erótico fora da visão das crianças, o prefeito de Chiba, Toshihito Kumagai, vem pressionando por outras mudanças antes do início das Olimpíadas de Tóquio 2020. "O atual [método de vendas] traz a possibilidade de gerar queixas quando julgado pelos padrões internacionais", disse ele em entrevista à mídia japonesa. No entanto, sem o apoio da 7-Eleven, isso pode nunca acontecer. E continuaremos todos expostos à pornografia de fácil acesso em lojas de conveniência...
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