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As Mentiras da Niantic em Pokémon GO

As Mentiras da Niantic em Pokémon GO .1
O Pokémon GO que conhecemos hoje é muito diferente do que esperávamos. Pelo menos no quesito estilo de arte (principalmente visual).

O jogo Pokémon GO, que muitos de nós temos em nossos smartphones, é visivelmente o oposto do que encontramos em outros jogos da série (para os diferentes consoles Nintendo). Não era para ser assim.

E, como um jogador fascinado pelo game, decidi esmiuçar os primeiros esboços da Niantic em busca de respostas (e, acredite, não ficamos nem um pouco satisfeitos com o que encontramos).

Assim como nós, muitos jogadores também ficaram fascinados com este aplicativo, talvez o primeiro a conseguir mesclar realidade aumentada, uma franquia de sucesso e um jogo que, antes, jazia meio esquecido nas prateleiras dos japoneses e de outros fãs da série pelo resto do mundo.


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Na verdade, se ele fosse metade do que foi apresentado, estaríamos diante de algo maravilhosamente melhor. Os primeiros protótipos do aplicativo incluíam avatares de treinadores e outras coisas muito diferentes das atuais, como afirmou o diretor de interação e design visual da empresa durante a Game Developers Conference 2017.

Dennis Hwang, da Niantic, deu uma palestra explicando todo o projeto do jogo e mostrou várias coisas não vistas anteriormente nos elementos de design do Pokémon Go, o que incluem variações climáticas do mapa virtual das cidades, a aparência da tela da batalha, mas foi o estilo de interação do avatar do instrutor que era o mais impressionante.

Foto Pokémon GO Niantic Conferência Espanha
Algo aqui te parece familiar? O busto na tela, usado como o avatar em um protótipo, foi emprestado de Pokémon Ruby e Sapphire. Outras telas mostraram o treinador feminino desses jogos também, mas nenhum deles passou dos estágios iniciais do desenvolvimento.

O motivo? Muitos provavelmente cortes de gastos, mas o palestrante jamais admitiria isso. "[Na versão] original, os jogadores têm uma aparência muito mais jovem, pois o público-alvo tendia a se concentrar nessa faixa etária", explicou Hwang. "Mas queríamos elevá-los a uma geração mais velha."

A razão disso não foi demograficamente impulsionada apensa. Hwang explicou longamente a importância de evitar a dissonância cognitiva, que ele descreveu como o que acontece quando "seu cérebro está lutando para dar sentido a ... duas coisas que estão em choque". No caso de um jogo baseado em localização como o Pokémon Go, os jogadores correm o risco de perder a imersão quando a versão aumentada da realidade em exibição em batalhas e além torna-se demasiado cartoonesca. Mesmo que o design final de mapas no Pokémon Go seja abstrato e o Niantic ainda tenha que implementar efeitos complexos do tempo ou do tempo, Hwang citou os avatares em particular como muito próximos da linha do crível.

"Nós não queríamos alguns personagens super estilizados, de cabeça grande e pequenos, correndo no mapa quando você é o verdadeiro herói do jogo. Nós meio que queríamos combinar o virtual com o físico".

Embora existam os fãs de Pokémon ocasionais que se questionam sobre como o estilo de arte de Pokémon Go ser diferente dos principais jogos, os trajes de treinador Pokémon se tornaram uma opção de cosplay bastante popular - principalmente aqui, no Japão. O visual tornou-se icônico, e uma variedade ainda maior de escolhas de personalização estão a caminho para permitir que os jogadores façam seus personagens parecerem ainda mais como eles próprios.

Ao mesmo tempo, a Niantic está trabalhando para trazer a Pokémon Go "um refinado componente multiplayer" - incluindo PvP e um sistema de ginásios renovados.

Por enquanto, porém, Pokémon Go continuará sendo repetitivo, cheio de bugs, com gráficos pouco estimulantes desse jeitinho que você pode conferir abaixo:


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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby
Com informações de Polygon