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Sempre Desconfie - KonoSuba #7

Sempre Desconfie - KonoSuba #7 .1
Uma lição semanal de como (não) viver num mundo paralelo de fantasia RPG: é assim que defino cada nova parte desta saga épica. Isso sem falar nos protagonistas.

Aliás, numa crítica anterior, eu expliquei que cada episódio KonoSuba (pelo menos nessa segunda temporada) está seguindo um roteiro muito bem definido, quase engessado: tudo começa de maneira tranquila, quase romântica, para logo se transformar numa gritaria frenética.

É como se os personagens sentissem a tensão de estarem presos naquele Mundo Paralelo de Fantasia, no melhor estilo de RPG clássico, e descontassem toda a frustração de suas vidas em piadas de duplo sentido, crises histéricas e em qualquer um que lhes bate à porta.

E neste episódio a mesma história se repete.


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Tudo começa com uma cena tranquila, pitoresca até, com Acqua servindo chá a um Kazuma que mais parece saído de algum Slice of Life romântico para menininhas. Até os traços do desenhista mudam nesse momento.

Quem chama os personagens de volta ao frenesi da série desta vez é a Bomba Atômica Megumin, que nos lembra da trollagem do capítulo anterior (onde ela compara os... digamos, órgãos masculinos de nosso protagonista com a espada lendária Excalibur) e se desculpa pela brincadeira - com direito a pose semi-ginecológica.

Leia tudo sobre KonoSuba aqui!

Para explicar a situação, somos levados ao dia que Vanir vai à mansão negociar as bugigangas de Kazuma - e tudo caminha para o desastre, com uma batalha estilo "arranca-rabo" entre ele e Acqua. A parte realmente interessante desse momento, que te faz pensar, está resumida nessa frase do general demônio:


No final das contas, tudo se resolve e a situação é explicada: vendendo artigos do nosso mundo, Kazuma tinha que escolher entre um pagamento único de 300 milhões de Eris (algo como oito milhões de reais) ou "pequenos" recebimentos mensais de 1 milhão de Eris (o equivalente ao salário atual de um deputado brasileiro qualquer). Ou seja, do dia pra noite, a guilda estava rica.

E começaram os planos mirabolantes: contratar um exército de aventureiros para derrotar o Rei Demônio, uma vida de luxos e, é claro, uma Darkness cada vez mais tresloucada.

E, claro, como todo bom anime, já estava faltando em Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku wo! um episódio de viagem (como se morrer e ser transportado para um mundo medieval de fantasia já não fosse viagem suficiente). E lá se vão nossos aventureiros a Arcanretia, para viver um episódio temático de Yasumi!

Descanso Merecido?


Não. Tudo por causa de outra característica do roteiro deste anime: a habilidade sobrenatural que KonoSuba tem em prometer uma coisa e entregar outra, ainda melhor.

Nossa guilda, acompanhada por Wiz, parte para um "episódio feleer" e antes mesmo de alcançarem a tal cidade de águas termais, nossa dupla de protagonistas já está brigando, se ofendendo e tendo chiliques.

Enquanto isso, os minutos vão passando, o episódio vai caminhando para seu final e, durante a  partida das carruagens, tudo é bonito, primaveril e bucólico, temperado por cenas fofinhas da cidade, do clima e de personagens secundários vivendo as próprias vidas.


E é nesses momentos de calmaria que você, como eu, já deve começar a se preocupar. KonoSuba é um anime que foge dos clichês, que mostra cenas nuas porém engraçadas, e não seria no meio de uma temporada de sucesso que os caras da produção iriam mudar a ordem das coisas.

Bastou um segundo de calmaria para novos monstros decidirem atacar nosso grupo de aventureiros (o que sempre acontece do meio pro fim de cada episódio, seguindo a lógica desse roteiro). E mais uma batalha começa! Qual será o resultado final?

Isso você só vai descobrir se estiver acompanhando a série!

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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby