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Pokémon Go: É hora de voltar a jogar?

Pokémon Go: É hora de voltar a jogar?
Melhorias, novos monstrinhos... É hora de voltar?

Talvez... Mas não vamos esquecer: o verão de 2016 no Hemisfério Norte foi completamente dominado por Pokémon Go. Primeiro nos Estados Unidos, seguido do Japão e de outros países no resto do mundo. Onde quer que você fosse, podia ver pessoas jogando esse jogo de realidade aumentada para smartphones.

Aliás, lindo tiro no pé que a Niantic deu, ao lançar o jogo na terra natal dos Pocket Monsters com semanas de atraso em relação aos EUA...

Mas o meu caso de amor, pelo menos, teve curta duração. Joguei durante alguns meses, cheguei até a gravar um vídeo no canal do YouTube, mas poucas semanas depois, eu e milhões de outros jogadores excluímos o aplicativo do smartphone.


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Os motivos foram vários: qualquer jogo que exige que você deixe o conforto de sua casa para lutar contra o frio, a humidade e, principalmente, contra o inverno rigoroso do Hemisfério Norte tem fortes chances de fracasso. Pelo menos aqui no Japão não tem trombadinha e ladrão de celular.... (mas, em compensação, entre novembro e fevereiro, os dias são curtos, o frio é intenso e neva quase todo dia).

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Havia (ou melhor, ainda há) também o problema da jogabilidade: Pokémon Go é repetitivo. Lento. Evoluir demora, conseguir doces demora, chocar ovos demora... A não ser que você pague (como todo bom joguinho freemium). E mesmo assim ainda é difícil estar entusiasmado pra sair na chuva, no vento e na neve (ou, no caso do Brasil, no sol, no calor escaldante e se desviando de ladrões) se tudo o que você consegue são Rattatas, Pidgeys e Zubattis.

Veja como era o jogo, seis meses atrás, quando me arrisquei a gravar um vídeo passeando pelas ruas do Japão:


Mas... Existe solução para Pokémon GO?

Sim. E a Niantic está ciente disso tudo. Ela diz que está trabalhando para resolver. Nos últimos tempos, a empresa fez vários ajustes no jogo, e os comentários de jogadores mais hardcore é que vale a pena revisitar o game. Toda a experiência do jogador está mais rápida, fluida, o aplicativo consome menos bateria e muitas das falhas e glitchs foram resolvidos.

O efeito cumulativo dessas mudanças é que Pokémon Go agora se parece mais com um jogo novinho em folha, bastante diferente daquele que chamou nossa atenção em junho do ano passado. Mas não espere milagres: a mecânica é fundamentalmente a mesma. Ainda é necessário andar (e muito), atirar milhares de Poké-Bolas, incubar ovos e visitar as PokéStops para esmolar suprimentos. Ou pagar por todos eles.

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Nisso, nada aqui mudou. Foi a atenção os detalhes que me surpreenderam dias atrás, quando reinstalei o aplicativo. Isso e, é claro, os novos monstrinhos...

Alguns amigos que nunca pararam de jogar disseram que o resultado final de tantas mudanças tornou Pokémon Go uma experiência significativamente mais divertida. Agora, quando você tentar pegar um Pokémon, ele vai tentar evitar o seu dilúvio de bolas por pulando e se balançando, mas também movendo-se para os cantos da tela. Se você quiser adicioná-lo ao seu Pokédex, você vai ter que realmente (quase) batalhar por ele.

Para tornar a captura mais fácil, você pode usar as berries, que podem ser obtidas aleatoriamente em qualquer pokéstop. Alimentar seu alvo uma berry chamada nanab vai torná-lo mais dócil. Se você quiser dobrar o doce que você obteria de seu alvo, tornando assim mais fácil para evoluí-lo mais tarde, você pode utilizar uma berry pinap.

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Tudo isso significa mais conteúdos diferentes para a sua mochila virtual, que só aumentará de tamanho com moedas especiais, conquistadas em ginásios. Ou basta desembolsar alguns dólares por isso.

Em geral, este aspecto do jogo se sente mais evoluído do que na estreia dessa brincadeira de realidade aumentada. A Niantic revisou o algoritmo de spawn, e como resultado, os Pokémon raros são mais atingíveis. O resultado final disso é que Pokémon Go se sente (um pouco) menos repetitivo. Menos trabalho pesado, mais variedade, talvez um pouquinho mais de diversão. Principalmente porque o próprio aplicativo falha (crasha) menos vezes. O carregamento está mais rápido, pelo menos no Android. Pokéstops em geral se sentem mais consistentes. Eu não vi mais aquele erro de rede "Por favor, tente mais tarde".

Realmente acho que estamos vendo uma nova fase de Pokémon Go - assim como vimos com o GTA V, que continua sendo jogado mesmo após quase 4 anos, por conta das atualizações.

O fato é que quem desistiu dificilmente voltará. Pokémon é coisa de nicho, jogo de aficcionado, negócio de fã. Aqueles números da estreia jamais serão repetidos, não importa quantas atualizações o aplicativo sofra.

Entretanto, com outras mudanças planejadas - as trocas entre jogadores e o PvP (player versus player) - eu acho que o fim de Pokémon Go está loooooonge........

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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby