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Inverno, explosões… e Labirintos! - KonoSuba #3

Inverno, explosões… e Labirintos! - KonoSuba #3
Agora sim KonoSuba está realmente parecendo um anime sobre RPG, com labirintos, explosões, mortos-vivos e muitas risadas!

Mas esse episódio me levantou uma questão. Antes de começar minha review propriamente dita, quero contar sobre uma conversa que tive com um amigo que me ajuda a produzir o Pocket Hobby. Chegamos à seguinte conclusão: todo brasileiro que gosta de animes é um sujeito especial. Diferenciado mesmo.

É fácil curtir super-heróis americanos, ficar babando pelos filmes da Marvel, ler (e gostar de) histórias em quadrinhos americanas. Afinal de contas, quem vive no Brasil é bombardeado o tempo todo pelos enlatados que vem do Hemisfério Norte. Achamos “chique” tudo o que vem de cima, vemos gente com fotos no Instagram consumindo Starbucks, tirando selfies no espelho com iPhones ou vestindo marcas de roupas americanas…


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Mas quem curte animes consegue superar isso, enxergar além. Aprende a entender as peculiaridades de uma cultura milenar, de um país que é uma ilha e, ainda assim, foi capaz de influenciar a Cultura Pop do mundo inteiro.

O brasileiro que curte animes e mangas é um lutador, um guerreiro que escolhe, conscientemente, acompanhar e admirar um cenário de entretenimento que só chega até nós muitas vezes por conta da pirataria, dos fansubs e de gente que realmente vive, respira e se dedica à Cultura Oriental.

Não que Hollywood não tenha seus méritos, não é isso. Só que é “fácil” falar de Super-Homem e Batman quando você é constantemente bombardeado pela mídia com esse tipo de conteúdo descartável, agora quando o assunto são robôs gigantes, lolitas fofas e Cultura Pop, somente os verdadeiros fãs é que se dedicam de verdade.

Pensando nisso, sentei para assistir ao terceiro episódio de KonoSuba. E o mais legal é que, morando no Japão, me identifico cada vez mais com esse anime. As sacadas irônicas, o inverno, as musiquinhas que os protagonistas cantam, tudo transpira cultura oriental. Até o fato deles ignorarem a placa gigante “Proibido Explosões” logo nos primeiros segundos de episódio foi interpretado pelos japoneses no Twitter (a rede social mais utilizada desse lado do mundo) como uma crítica ao excesso de leis e regras que existem no Japão.


Um grito de individualidade


Assim começa mais um episódio (e mais uma crítica do Pocket Hobby) a KonoSuba, talvez o melhor anime desta temporada!

Quem acompanha o o anime desde o início, deve se lembrar que nossos heróis, após uma primeira temporada muito boa, perderam tudo o que conquistaram logo no primeiro episódio deste ano, e agora mal tem o que comer (clique aqui se quiser ler tudo o que escrevemos sobre KonoSuba). Por isso, eles decidem encarar uma “dungeon”, o principal cenário dos RPGs clássicos.

Leia tudo o que já escrevemos sobre KonoSuba aqui!

E já que o episódio anterior girou em torno de Megumin e YunYun, sua rival, desta vez quem vai encarar a barra é Acqua, com sua magia anti-mortos-vivos. Aliás, preste bem atenção numa coisa: o que garante que nenhum outro aventureiro irá atrapalhar a trupe de Kazuma dentro das cavernas é um cupom de desconto daquele bordel de súcubus mostrado na primeira temporada.

Dentro da dungeon, nossos aventureiros passam por vários perrengues e mortos-vivos até encontrarem, na parte inexplorada, Keele, o mago que construiu todo o complexo simplesmente para poder viver em paz com sua amada. Chega a ser até um conto romântico, e eu não me surpreenderia em nada se lançassem um OVA ou filme à parte para contar essa desventura…

No final das contas, os poderes de Acqua resolvem a situação, a dupla sai daquele calabouço com alguns tesouros e ficamos sabendo que era, na verdade, a aura da deusa da água que atraía todos aqueles mortos-vivos.

E Nada de Rei Demônio Até Agora…


Começo a pensar que toda aquela conversa mole sobre um Rei Demônio, sobre cidadãos oprimidos, reencarnação, batalhas épocas para destronar um tirano foi a desculpa mais esfarrapada que a deusa conseguiu inventar para ressuscitar pessoas dentro daquele Universo Paralelo.

Pelo menos por enquanto, a não ser que os produtores estejam planejando uma saga interminável estilo Dragon Ball e Naruto, eu não vejo um final rápido em poucos episódios para as desventuras de Kazuma.

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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby