Vamos a Nagoya Ver Tailandesas?

A Pior Jornada Por Um Café - Gabriel Dropout #3

A pior jornada por um café - Gabriel Dropout #3.1
Quando uma anjo às avessas decide despedaçar os sonhos cafeinados de todo mundo, somente uma diabinha é capaz de salvar o dia - e a sanidade - de um pobre japonês.

Quem acompanha o canal do Pocket Hobby no YouTube sabe que eu simplesmente ADORO café - e vocês não podem nem imaginar o quanto é difícil conseguir um bom expresso desse lado do mundo.

Não que o Japão sirva um café ruim, pelo contrário - o país importa grãos de tudo quanto é lado do planeta, processa e torra grãos e, é claro, é a terra dos melhores cafés enlatados do mundo. O problema é a influência americana, que os acostumou com aquele “cháfé” fraco e insosso, o que torna a busca por um simples expresso tarefa quase homérica.

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Outro costume recorrente no país dos samurais é o arubaito (trabalho por curto período de tempo). É bastante comum que jovens japoneses ganhem seu dinheiro trabalhando algumas horas por dia em restaurantes, lojas de conveniência e cafeterias, e nossa anjinha Tenma, que precisa sustentar seu vício frenético em joguinhos freemium online, não tem outra opção senão aceitar um desses “baitos”, mais especificamente na cafeteria de um japonês bigodudo com sotaque de Kyoto.

Apesar da aparência, o cara tem gosto e aprendeu a gostar de café justamente na terra do melhor café do mundo, o Brasil. O problema é que, assim como na vida real, durante esse anime aprendemos uma lição valiosa: nenhuma boa ação fica sem punição.

Intercâmbio, Café e Anjos


Já que muita gente internet afora gosta de opinar sobre animes, mas não tem conhecimento algum sobre o Japão - e, por isso, acaba só falando besteira -, aqui vai uma contextualização interessante. Eu aprendi basicamente duas coisas desde meus primeiros dias de intercâmbio no Japão (que aparecem claramente nesse anime): japoneses costumam tirar conclusões precipitadas sobre quase tudo, especialmente quando se trata dos estrangeiros.



Basta um sobrenome em katakana que pronto, você será taxado como “gaijin” e, assim, estará liberado de certas formalidades e etiquetas sociais que normalmente são exigidas pelos japas. Eles sabem que sua língua e costumes são complicados, portanto muitas vezes deixam passar certas gafes que nós, estrangeiros, cometemos. Por isso que, melhor do que nascer japonês, para certas coisas é melhor ter nascido estrangeiro no Japão.

Mas CLARO que nossa fofinha Tenma Gabriel decide usar essa boa vontade dos outros em proveito próprio. E aí vale tudo - errar o pedido dos clientes da cafeteria, inventar ditados que sequer existem, confundir as coisas de propósito… Qualquer coisa para trabalhar menos.

Aliás, eu sei que esta é uma resenha sobre Gabriel Dropout (e, se você não leu as anteriores, basta clicar aqui e conhecer a obra), mas este episódio me lembrou outro anime da temporada passada, [nome], aquele sobre arubaito numa espécie estranha de restaurante fast-food que só não se chama Saizeriya por questões de direitos de marca, que mostra a rotina do lugar e sua capacidade de reunir pessoas malucas. Se você se interessa por esse estilo de Slice of Life, [nome do anime] é super recomendado!

A Qualidade Técnica Indo Ladeira Abaixo… 


Outra coisa: não desanime com a queda na qualidade da animação, caso você, como eu, tenha se surpreendido até então com o bom nível dos desenhos, cores e arte-final durante os primeiros episódios deste anime. É normal que as produtoras invistam bastante dinheiro e tempo nas estreias, para engajar o público japonês (que costuma ser bastante exigente) durante os primeiros dois ou três capítulos, para então “desleixar”, apertar o orçamento e, consequentemente, produzir episódios de gastos mais modestos, animações mais simples e qualidade final não tão alta. Afinal de contas, se você supostamente já foi “fisgado” pelo anime, continuará assistindo-o por causa da história e não se importará tanto com outras questões.

Enfim, continuando com as desventuras de anjinhas no colegial, entre músicas de motel, xícaras insossas de blend coffee, sinceridade ácida e quase nenhum cliente, Gabriel decide continuar no trabalho. Mas, lógico, só uma vez por semana, porque trabalhar mais do que isso é uma atitude desumana, cruel, insensata e exaustiva. Ah, como quisera eu viver tão desleixadamente quanto nossa protagonista!

Leia tudo sobre Gabriel Dropout AQUI

Mas aí a existência do Pocket Hobby estaria em risco, então é melhor eu começar a juntar minhas tralhas e me preparar para mais um dia de labuta…

Mas antes deixe-me terminar o episódio falando sobre o verão infernal que enfrentamos aqui no Japão. Em agosto, é simplesmente impossível viver nessa terra de vulcões sem ar condicionado. A humidade é tão grande que até o deserto do Saara tem inveja do calor que faz aqui.

Não importa o que você faça, evite conhecer o Japão em agosto. Mesmo que as passagens estejam mais baratas, mesmo que te digam que não é bem assim, mesmo que Gabriel decida tocar sua Trombeta do Apocalipse e o último lugar seguro para a humanidade sejam estas ilhas (o que eu duvido muito, pois o Japão será o primeiro pedaço de chão obliterado nesse caso).

Acredite, o café daqui pode até ser ruim, mas não chega nem perto do desespero por causa da quantidade de mosquitos e bichos nessa época do ano.

E Satania paga o pato… De novo


Eu já ia me esquecendo de mencionar: durante esse episódio, Satania leva soco no estômago, é esmagada por uma porta e vira jantar de mosquito. Chega a dar dó do sofrimento dessa pequena demônio…

Tudo fruto de sua rivalidade com Gabriel. Ou seria punição por ela quase matar o pobre japonês dono da cafeteria de infarto?! Só tem um jeito de descobrir: sigam nossas redes sociais para mais conteúdo sobre Gabriel Dropout e, se você está gostando deste anime tanto quanto eu, compartilhe este artigo, senão o pessoal da redação vai despertar a fúria de Gabriel sobre sua cabeça e transformar o seu dia num verdadeiro Inferno na Terra!

Ah, outra coisa. Conheça o canal no Youtube, toda semana tem vídeo novo falando um pouquinho mais sobre a vida no Japão de verdade.

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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby