Robocraft - Esquadrão "Morri"!

Lolita Nazista - Youjo Senki #1

Lolita Nazista - Youjo Senki #1.1
A primeira temporada de 2017 promete - bons títulos estão na lista desta temporada de inverno.

Se você é gamer, provavelmente viu algum gameplay de Battlefield 1, um fps (first person shooter) ambientado por batalhas da Primeira Guerra Mundial. Talvez o preço do jogo não tenha te assustado, e você até o comprou e jogou por algumas horas.

E, bem, se você conhece o contexto desse game, os primeiros minutos de Youjo Senki devem ter sido maravilhosos. Era tiro, porrada, bomba, trincheiras e baionetas pra todos os lados. Ficou claro para mim que o anime reverenciava a Primeira Grande Guerra - e, talvez por isso, fiquei tão decepcionado com o desenrolar da trama.

Entenda, muitas das melhores obras de entretenimento são baseadas nas Guerras Mundiais - jogos de aviação, RPGs, outros animes, filmes de Hollywood. Mas essa mania que os japoneses tem de colocar magia em contextos estranhos, pelo menos dessa vez, ficou difícil de engolir.


Morando no Japão já faz algum tempo, eu compreendo que essa insistência de usar a guerra como cenário de histórias envolvendo magia, paranormalidade e seres fantásticos é também um jeito dos nativos assimilarem (ou esquecerem, sei lá) a vergonha da derrota de 1945. É através da ficção que eles criam motivos, semeiam o imaginário (principalmente infantil) e buscam força no inconsciente para seguir adiante.

Esse é o principal motivo para histórias como Youjo Senki existirem


Nesse caso, tudo começa no fictício ano Unificado de 1924, onde O Império - equivalente no mapa à Alemanha pré-nazista - está em guerra com o resto da Europa. Conhecemos Tanya Degurechaff, comandante do terceiro pelotão de assalto mágico aéreo do exército imperial, uma feiticeira que utiliza rifles de época, atira balas enfeitiçadas e voa. Isso mesmo, ela é capaz de voar como o Goku.

Uma baixinha, pavio-curto e mandona - como todas as baixinhas são. Mas aqui vai um spoiler não confirmado: algumas sinopses apontam que, na verdade, ela é um homem reencarnado no corpo de uma garota, algo que vimos por exemplo em Drifters. Se isso é verdade ou não, apenas o decorrer da série confirmará.

Leia tudo sobre Drifters aqui

O lado bom - e que, espero, desenvolva o roteiro - é que são poucas as pessoas capazes de utilizar magia. Feiticeiros são pessoas raras, e justamente por isso estão reunidos em pelotões de poucos homens e mulheres. A maioria de pessoas não tem capacidades mágicas.

Contudo, não há muito o que dizer desse anime por enquanto, já que o primeiro episódio esteve bastante focado em juntar os retalhos de um roteiro fraco, misturar um monte de elementos aparentemente desconexos e mostrar batalhas que misturam história real com magia e invenção. Chamou minha atenção pelos tiros e explosões, mas eu não vejo o sucesso no futuro dessa série - é mais um daqueles animes feito exclusivamente para o contexto de vida e sonhos dos japoneses. Duvido muito que vire hype.



Quer se manter realmente atualizado? Clique!
Facebook - Twitter - Instagram

Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

Lolita Nazista - Youjo Senki #1