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O Melhor Ano Para os Animes

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O Melhor Ano Para os Animes

O ano de 2006 foi, sem dúvida, um dos melhores anos para a indústria de Animes do Japão - pelo menos no que diz respeito aos lançamentos e produções de sucesso.

Vários títulos que estrearam naquele ano são considerados muito bons e ainda angariam fãs até os dias de hoje.

Dez anos depois, nesse finalzinho de 2016, a equipe do Pocket Hobby decidiu "voltar no tempo" e olhar para a lista de animes daquela época. Aproveitamos para assistir de novo alguns títulos, conhecemos outros tantos e ficamos surpresos com a quantidade de nomes que reverberam na nossa cabeça. Foi tanta coisa boa naquele ano que talvez eu não seja capaz de dar a devida atenção a todos.

Contudo, aqui estão os nossos três destaques de uma década anos atrás - e é bom frisar que, mesmo sendo produções antigas, elencamos as que não envelheceram com o tempo e agradam até hoje. Prepare-se porque o post deu bastante trabalho para ser produzido.


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#1 Code Geass: Hangyaku no Lelouch


Dividido em duas temporadas de 25 episódios, lançadas pela Sunrise entre 2006 e 2008, Code Geass sempre aparece em listas sobre personagens com olhares e/ou poderes fantásticos, robôs gigantes de qualidade e, é claro, roteiros bem pensados. O design dos personagens é da Clamp (que todos conhecem por obras como Sakura Card Captors).

Mesmo sem jamais ter sido exibido por nenhuma emissora de TV brasileira, era "O" anime da época, aquele que todos precisavam assistir e ninguém conseguia deixar de dar a sua boa dose de pitaco sobre o enredo, os personagens ou sobre o quão chato era o Suzaku.



Lembro-me de estar na faculdade de Letras em 2007, quando a série "caiu no meu radar" por indicação de um amigo. Eu estava bem empolgado com o curso, em finalmente poder aprender japonês numa instituição de ensino superior decente e, graças ao Lelouch e sua trupe, o que seria um ano tedioso de estudos teóricos sobre gramática japonesa e kanji se tornou algo bastante prazeroso.

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Eu aprendi bastante com Code Geass. Passei horas atrás dos capítulos pela internet, desfrutei cada episódio, quase decorei algumas falas e, mesmo passados 10 anos desde sua exibição, percebi que a saga ainda continua nas listas de “animes essenciais” para otakus do mundo todo.

Chega a ser desafiador imaginar o quê eu possa acrescentar de novo na discussão sobre a série ou o que falar para quem ainda não a conhece. Se você curte esse anime, aguarde só mais um pouquinho que logo lançaremos um vídeo explicando essa grande metáfora sobre o Japão de verdade que é Code Geass; caso ainda não conheça, ou talvez não esteja familiarizado com o Universo dos Animes, saiba que vale a pena começar por esta obra


#2 Suzumiya Haruhi no Yuutsu


Um anime que passou despercebido por mim durante anos; de fato, já o conhecia de nome, mas só tive inspiração para assisti-lo este passado. E confesso que, num primeiro momento, a história parecia tão maluca e desconexa que cheguei a pensar em desistir de vê-lo. Grande erro.



A saga de Haruhi começou em uma light novel de 2003; com o enorme sucesso (mais de 8,5 milhões de cópias vendidas), em 2006 aconteceu a primeira adaptação anunciada para a TV Japonesa. O anime de 14 episódios virou campeão de vendas de DVDs, músicas e milhares de subprodutos relacionados aos personagens (eu mesmo já vi várias action figures da série perambulando pelas lojas especializadas em Akihabara). Em 2009, foi "relançado" com 14 novos episódios e em seguida virou filme.

A história, cujo nome muitas vezes é traduzido como "A Melancolia de Haruhi Suzumiya", gira em torno da personagem homônima mas é contada através dos olhos de Kyon, um jovem que conhece uma garota invocada, metida e meio maluca chamada Suzumiya. Explorando situações do gênero slice of life (turminha na escola se divertindo), logo na primeira aula a jovem diz, diante da sala inteira, que acredita em extraterrestres, viajantes do tempo, pessoas paranormais e deseja fazer amizade com eles, já que para ela pessoas normais não são dignas de interesse.

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Kyon e Haruhi logo se tornam amigos, montam um clube (algo comum e bastante incentivado no ambiente escolar japonês da vida real) e, junto de outros personagens, passam por situações um tanto quanto bizarras. Sobre essa camada de plot básica, o anime desenvolve situações de ficção científica, ação e suspense.

Kyon é mais contemplativo, enquanto outros personagens desenvolvem uma trama de conspiração, viagens no tempo e poderes especiais. E não posso dizer muito além disso pra não estragar a experiência de quem ainda não assistiu...


#3 Black Lagoon


Doentio, violento, cru, recheado da podridão humana, sangue espirrando e que consegue, ainda assim, ser muito bom. Imaginado para uma realidade masculina e machista como ainda é a sociedade japonesa, torna-se interessante notar que as verdadeiras estrelas são, na verdade, as mulheres.



Pra mim, foi quase "amor ao primeiro episódio" (aliás, eu tenho esse defeito, se não curto um anime logo nos primeiros minutos, deixo de lado. E algumas vezes já me arrependi amargamente por isso).

A história começa com os piratas da "companhia" Lagoon invadindo um barco, roubando dados confidenciais e levando como refém um salaryman jovem inexperiente recém saído da Universidade (nosso protagonista). Ele é o típico shain de escritório, engravatado, seguidor das regras, com uma vida pessoal monótona e uma história de ijime e humilhações dentro da empresa (exatamente como a maioria dos funcionários "rasos" e novatos são tratados na vida real, segundo a cultura corporativa japonesa).

Seus chefes, ao saberem do ocorrido, decidem retaliar os ladrões e mandar tudo e todos pelos ares para evitar algum suposto vazamento de informações.

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Após isso, Okajima Rokuro se "transforma" em Rock, o maior caso de Síndrome de Estocolmo do mundo dos animes. Após sobreviver aos ataques de seus ex-patrões, ele decide largar tudo e viver também como pirata, ao lado daquela equipe esquisita e toda cheia de traumas.

O que realmente valoriza a trama é a maneira como os personagens são trabalhados - principalmente as garotas. Todos têm uma personalidade marcante e definida, mas isso é usado pra amadurecê-los durante o desenrolar dos capítulos.

Revy, co-protagonista, é uma especialista em armas de fogo de shortinho que, meio que a contra-gosto, ajuda Rock a se adaptar à nova vida de bandido. Aliás, este é um anime cujos personagens não conhecem a bondade. Não há "final feliz", só balas, malandragem, esquemas e, o melhor de tudo, russos sendo russos.

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Esta foi nossa pequena lista de "essenciais" de 10 anos atrás. Qual anime você incluiria? Comente abaixo, que logo faremos um artigo estendido, apenas com sugestões dos leitores.

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