A Coreia do Norte Atacará o Japão?

Tempo, Tempo, Mano Velho - Occultic;Nine Ep. 2

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Cá estamos nós pra falar desse anime hiperativo que tem me tirado o sono... Tantos personagens, tantos acontecimentos, que fica até difícil descrever exatamente todas as sensações que cada episódio desse triller está me proporcionando.

Logo no primeiro milésimo de segundo do episódio 2, já começa a bagunça temporal. 12 de fevereiro, é o que dizem as letras garrafais na tela.

Mas, peraí, o primeiro episódio não tinha começado dez dias mais tarde?! Será que vai ter esse negócio de vai-e-vem no tempo?! Estou assistindo a um filme do Quentin Tarantino, tipo Kill Bill, onde os acontecimentos são mostrados para o espectador na ordem mais maluca e embolada possível?!

Respirei fundo, apertei o play e prossegui. Prometi pra mim mesmo que ia falar sobre esse anime, episódio a episódio.


Tudo por conta do trabalho do meu amigo Fábio lá do Anime21. "Vai ser legal", dizia ele. "Escrever análises de episódio te ajuda a acompanhar o anime", disse ele.... E eu acreditei. Só mesmo um maluco como ele pra conseguir resenhar praticamente todos os animes da temporada, episódio a episódio.

Mas após a bagunça de personagens, o mini plot-twist do final do episódio - eu podia jurar que aquele professor era 'um dos nove', até vê-lo morto e ensangüentado no final do capítulo - e o estilo de animação, eu confesso que Occultic;Nine estava me afetando. Era desânimo puro.

Queria assistir algo épico, um troço épico, queria ver um protagonista que não seguisse a linha Shinji Ikari de personalidade insossa, força de vontade zero e depressão enjoativa, e não aquela quantidade de situações, protagonistas e possibilidades à la Sense8...

Ah, para evitar mal entendidos: antes de reclamar que eu, Renato, odeio Evangelion, assista esse vídeo clicando aqui e veja porque, na verdade, eu sou um fã inveterado da franquia.

Veja: Akihabara Para Iniciantes

Voltando a Occultic;Nine, onde mal consegui decorar dois ou três nomes até agora, eu cheguei ao segundo capítulo cheio de dúvidas e questões...

O episódio começa mostrando Myu, o supra-sumo do estilo japonês "kawaii" que enlouquece muitos homens (provavelmente porque esse tipo de garota é chata pra c@r$#&) sendo humilhada em uma livestream por um homem que se diz doente terminal de câncer e com eletro-sensibilidade (como, então, ele pode usar um celular!? Fica o furo de roteiro pra vocês responderem nos comentários).

Impressões Semanais: Occultic;Nine Ep. 2

Aberturas à parte (eu sempre pulo aberturas e encerramentos, um dia explico o motivo), avançamos no tempo para o mesmo dia do primeiro episódio, quando o protagonista Yuuta encontra Hashigami, o professor, morto em sua sala.

Repentinamente, em meio ao pânico, desespero e choque, ele escuta uma voz estranha de seu "detector de espíritos" (na verdade, um rádio antigo adaptado) e segue as instruções recebidas. Obs: prestem atenção que o clima na sala esfria bastante, o que, em obras dessa natureza, indica a presença de algo sobrenatural. E já que a Myu é mesmo uma espécie de vidente, eu já não duvido de mais nada nesse anime.

Entre dentes-chave de ouro, mangas doujin, detetives otaku estranhamente jovens metidos a 007 e muita esquisitice, voltamos no tempo outra vez, só pra depois irmos para o "presente" e escutarmos Moritsuka discutir com a jornalista Sumikaze sobre teorias de consciência, viagem no tempo, adivinhação e outras coisas.

Mas duas coisas ficaram bem claras: 1 - Myu realmente tem poderes de adivinhação. Não me parece, contudo, que ela própria possa controlar o que vê, muito menos ver o próprio futuro... Mas aí tem coisa; 2 - Existe uma "lista", sabe-se lá de que, e muita gente está atrás dela.

Impressões Semanais: Occultic;Nine Ep. 2
Esse escritório japonês é muito show!
Aqui vai a minha primeira dica pra quem quer aproveitar esse anime: ligue sua suspensão de descrença no nível máximo, relaxe e aproveite. O roteiro meio que se envereda por muitos caminhos, demora pra se desenvolver e, se eu conheço os japoneses, o anime vai terminar corrido e com mais perguntas do que respostas. Então "aproveite a viagem", não esquente muito a cabeça tentando "chegar ao destino", não se preocupe em decifrar os mistérios da trama, apenas assista.

E conte pra gente o que você está achando dessa saga.

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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby