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Regras de Etiqueta no Japão

Dicas de Etiqueta no Japão

Antes de mais nada, é bom deixar uma coisa bem clara: o Japão é cheio de regras de etiqueta. Você até pode não saber que essas regras existem, pode até não dar a mínima pra elas, pode até não querer se comportar como os japoneses, afinal de contas é estrangeiro (como eu) e todo isso não faz parte da nossa cultura.

Mas essas regras de comportamento existem, e faz uma diferença enorme conhecer essas sutis tradições.

Muitas vezes nos comportamos de maneira indevida sem querer e desagradamos, ou até mesmo ofendemos, outras pessoas. Pensando nisso, aqui vão algumas pequenas dicas e diferenças culturais entre Brasil e Japão. Nossa intenção aqui não é dizer o que é certo ou errado, apenas compilar algumas curiosidades, e cabe a você decidir se vale ou não a pena seguir esses costumes.


Então vamos nessa!


Chegar de Mãos Vazias



Quando decidir visitar a casa de um amigo, é de boa educação levar consigo alguma lembrancinha. Não precisa ser, necessariamente, algo caro: um docinho, bolo, salgadinho, qualquer coisa de comer tá valendo.

No Japão, se você for um estudante, não existe a necessidade desta formalidade, mas quando você é adulto, ou vai visitar um colega de trabalho, é bom levar algum presente. Quem convida, por sua vez, deve oferecer alguns comes e bebes para agradar o convidado.

Último detalhe: não ofereça a comida que o amigo trouxe como presente - isso também é considerado falta de educação.


Abrir presentes logo após recebê-los



Principalmente sem "pedir" autorização pra pessoa que deu. No Japão, quem recebe o presente deve guarda-lo. Contenha sua curiosidade de abrir o pacote para saber o que tem dentro, pois isso também é considerado como falta de educação.

Se você ganhou alguma coisa, não se esqueça de retribuir a gentileza em outra ocasião.


Dizer “Tim Tim” ao brindar



“Tim Tim” é a palavra que crianças usam para se referir ao órgão genital masculino, portanto, em vez disso, diga: “Kanpai”. Simples assim.


Perguntar a idade das mulheres



Acho que essa é uma regra universal. Porém, conheço muitos brasileiros que fazem essa pergunta pras japonesas, muitas vezes porque se surpreendem com o fato das orientais sempre aparentarem terem menos idade do que suas carteiras de motorista indicam.

Por isso, fica aqui a dica de etiqueta a ser cumprida.


Perguntar sobre relacionamentos



Muita gente costuma perguntar se a outra pessoa tem namorada(o) já nos primeiros contatos. No Japão, contudo, isso é considerado uma tremenda falta de educação. Aliás, os japoneses têm a tendência de esconder a existência de um companheiro ou amante o máximo possível, então não seja invasivo e evite o tema, a menos que a outra pessoa, espontaneamente, diga algo.

Isso acontece, outra vez, por causa das tradições: apresentar um namorado(a) pra família significa que o relacionamento está firme e rumo ao matrimônio, e essa regra parece se estender aos círculos de amizade.


Falar bem do seu(sua) namorado(a), marido(a) ou parentes



Pela tradição japonesa da modéstia, as pessoas não devem elogiar parceiros ou familiares para os amigos, pelo mesmo motivo que deve-se evitar demonstrações públicas de afeto (beijos, abraços, etc). Esse tipo de atitude é considerada  exibicionista. No Japão, as pessoas precisam ser humildes.

Ou seja, caso queira fazer amigos ao invés de inimigos, evite assuntos muito pessoais, e procure sempre temas de conversação que agradem não apenas a você, mas a outra pessoa também.


Perguntar quanto o outro ganha



Essa é outra regra meio que universal, apesar de muita gente não ver problema em discutir finanças com amigos e conhecidos.

Já no caso dos japoneses, dinheiro não se discute, é tabu. Afinal de contas, estamos falando de uma sociedade extremamente competitiva e muito consumista, e no Japão de hoje em dia tem mais gente endividada do que os carros zero nas ruas e os shoppings lotados fazem parecer.

PS (nota do editor): e você aí achando que só no Brasil tem gente que vive de aparências....


Abrir a porta quando a visita for embora



Ok, a visita foi legal, o papo foi interessante, mas ao contrário do nosso costume brasileiro, o anfitrião não deve abrir a porta para o convidado sair.

Essa “gentileza” comum nos lares brasileiros dá a impressão que você está expulsando o convidado da sua casa, ou seja, que a visita estava atrapalhando e que era melhor que o convidado fosse embora o mais rápido possível. Portanto, quando visitar japoneses, não espere que alguém abra a porta quando você estiver indo embora. Da mesma maneira, quando receber um japonês em sua casa, deixe que ele abra a porta com as próprias mãos na hora das despedidas.


Recusar jantares de trabalho e/ou bebidas alcoólicas oferecidas pelo seu chefe



Essa acho que muita gente já sabe dessa última: a maneira de fazer negócios no Japão passa pela mesa do bar, ou melhor, do Izakaya. Quer uma promoção na empresa? Então, principalmente se você for homem, aprenda a beber e aceite qualquer bebida oferecida pelos seu superior. Não recuse participar das festinhas da empresa nem falte àquele jantar que, a primeira vista, parece chato e entediante. Geralmente é lá que grandes decisões empresariais são tomadas no Japão.

É melhor não recusar nem o convite, muito menos a bebida oferecida pelo seu chefe ou qualquer outra pessoa de cargo superior ao seu. O Japão é uma sociedade extremamente hierarquizada, e é muito provável que esse chefe se sinta ofendido com sua postura.

Daí vai ficar difícil conseguir uma promoção ou aumento de salário posterior.


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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby