Redes Sociais Comemoram os Baixos Números de Pokémon GO

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Mais de 15 milhões de jogadores já abandonaram o Pokémon Go, e as redes sociais estão rindo à toa.

Pokémon Go, que chegou meses atrás derrubando todo tipo de concorrentes, lentamente perdeu os "ares de novidade" e, desde então, viu seu número de usuários cair mês após mês. E quem está dizendo isso não sou eu, é a Bloomberg, um dos veículos de mídia mais importantes e influentes do mundo. E não posso deixar de concordar.

Nos primeiros dias após o lançamento de Pokémon GO, eu - que nunca tinha jogado nenhum outro jogo da franquia e mal acompanhei meia dúzia de episódios do anime - entrei na onda e experimentei o aplicativo. Como ele chegou antes no Japão, até gameplay acabei gravando (confira clicando aqui), de tão divertido que me pareceu aquela brincadeira.


Ok. não sou hard user, não sou "público-alvo" da Niantic, muito menos um grande fã de games mobile. Talvez por isso que, com o tempo, fui pouco a pouco perdendo o ímpeto pela disputa, principalmente porque, mesmo no Japão, cada vez menos pessoas estão na rua caçando os bichinhos.

Todas as fontes que consultei (SurveyMonkey, Apptopia e a matéria que inspirou esse artigo) indicavam algo em torno de 45 milhões de jogadores ativos em julho, mas desde agosto o número caiu para pouco mais de 30 milhões. Desde então, nenhuma outra estatística confiável foi levantada, mas estima-se que menos de 20 milhões de jogadores continuam no páreo.


Mas não é por causa disso que decidi escrever. Desde seu lançamento em julho, Pokémon Go se tornou uma grande dor de cabeça para alguns investidores e acionistas, pois a nova jogabilidade diminuía o tempo gasto pelos usuários em outros apps de dispositivos móveis, como as redes sociais - e, convenhamos, tudo o que importa para esses grandes players é o dinheiro, não a satisfação ou conveniência de quem utiliza seus serviços.

Em primeiro lugar: a diminuição de usuários não é algo necessariamente ruim (tanto em Pokémon Go quanto em Facebook, Twitter ou outras redes sociais). Muitos dos que desistem do game, por exemplo, são aqueles que, motivados apenas pelo hype do momento, começaram a jogar mas não tem o costume de seguir em games por longos períodos.

Outros que (graças a Deus!) estão dando adeus para sempre são os trapaceiros, hackers e usuários tóxicos, que usavam esquemas como fake gps, múltiplas contas, gerenciamento remoto e vários recursos ilegais para evoluir em Pokémon Go, tornando a vida dos jogadores honestos próxima ao insuportável.

Mesmo no Japão, presenciei algumas cenas pouco prováveis, como o mesmo jogador com Pokémons de CP superior a 4.500 em mais de 5 estádios diferentes. Ou um estádio "bugado" porque alguém descobriu um jeito de colocar um ovo como oponente.

Sem os hackers, talvez exista um ambiente longevo para Pokémon Go - ainda que com poucos jogadores fiéis


A Niantic, por sua vez, parece realmente preocupada com a queda nos números, e afirmou em nota divulgada à imprensa que continuará trabalhando em novos recursos. Já foram encontrados, por exemplo, vestígios no código-fonte da plataforma referências a PvP (Player versus Player, ou seja, batalhas entre jogadores fora de estádios), intercâmbio (troca) de Pokémons entre jogadores, novos tipos de incensos e até tutoriais.

Em entrevista para a Bloomberg, um representante da Niantic sugeriu futuros projetos voltados para a longevidade do jogo, mas nós do Pocket Hobby acreditamos que o app, sim, irá perseverar. Mesmo que dentro de apenas um nicho mais reduzido em número (como acontece até hoje com GTA V).

Pelo menos aqui no Japão, existem usuários bastante fieis.

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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby