A Coreia do Norte Atacará o Japão?

Japão Finalmente Aceita que Precisa de mais Estrangeiros

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Não faz muito tempo que o Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe, disse a seus acessores que preferia forçar a entrada das mulheres no mercado de trabalho ou obrigar os japoneses a se aposentar mais tarde do que aceitar um aumento do número de estrangeiros vivendo em solo nipônico.

O mais alto representante do partido ultranacionalista, que está no poder atualmente, vem colecionando trapalhadas, tentativas frustradas de elevar o número de ex-donas de casa e um caos no sistema previdenciário japonês.

A única coisa realmente interessante que ele fez nos últimos tempos foi sair pelo cano nas Olimpíadas do Rio de Janeiro: seu cosplay fez tanto sucesso que ele devia pensar seriamente em mudar de ramo.


Enfim, o Primeiro Ministro Japonês continua preferindo qualquer opção que não inclua outra enxurrada de estrangeiros por essas bandas. O problema é que os japoneses não querem trabalhar nas fábricas, a população local está envelhecendo muito rápido, a China está mais forte do que nunca e as ideias de Abe estão se tornando, felizmente, voto vencido.

Segundo informações da imprensa japonesa, o Governo do Japão está, pouco a pouco, adotando algumas pequenas medidas de estímulo à imigração. São movimentos tímidos, quase às escondidas, mas recentemente houve um pequeno afrouxamento na quase proibição de vistos para trabalhadores não qualificados (no que toca a não-descendentes), as políticas públicas de imigração estão levemente menos burocráticas, e até existe uma facilitação na concessão de vistos para Filipinos que decidirem vir pra cá trabalhar como "helpers", ou seja, auxiliares de enfermagem que cuidam de idosos em asilos ou casas de repouso.

Finalmente o Japão admite que precisa de mais estrangeiros


Na verdade, o Japão precisa muito mais dos estrangeiros do que os estrangeiros precisam do Japão - e parece que as autoridades locais estão, finalmente, acordando para essa realidade.

Recentemente, as exigências para se obter um visto de estudante para o Japão estão mais frouxas do que nunca, e muitas empreiteiras (agências de emprego) estão se travestindo de agenciadores de estudos para trazerem universitários e ocupa-los com atividades que envolvem quase ou nenhum estudo. Alguns jovens orientais estão fazendo "cursos de capacitação" de 12 a 16 horas atrás de caixas em lojas de conveniência; outros, geralmente chineses, estão em condições análogas à escravidão, trazidos pelo sistema de Trainees e alocados em fazendas e plantações de arroz no meio das montanhas, em vilas de difícil acesso e com pouca (ou nenhuma) comunicação.

Aliás, esse programa de trainee trouxe muitos trabalhadores para setores como apicultura, pesca, processamento de alimentos... Sempre em condições duvidosas, com pagamentos ridiculamente baixos, em meio à humilhações e ameaças. Deu tão certo que já se cogita, inclusive, aumentar de três para cinco anos o período máximo de permanência dessas pessoas no arquipélago.

Abe já sinalizou que quer reduzir o tempo necessário para que um estrangeiro seja elegível ao visto permanente - hoje em dia, a lei diz que o tempo mínimo é de cinco anos (mesmo tempo para a naturalização) mas, na prática, esse processo pode durar 10 anos ou mais.

O jeito agora é observar atentamente os próximos movimentos do governo.


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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby