Drifters Ep 2 - Mas pode chamar de Senhor dos Anéis...

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Juro que pensei seriamente em abandonar esse anime: dois caras gritando e cuspindo um no outro não me pareceu uma maneira muito interessante de se começar um episódio... Mas, por um momento, lembrei dos 4 ou 5 leitores que me apoiam nesse blog, e como não sou o tipo de pessoa que larga algo pela metade, respirei fundo, contei até ichi man e apertei o play.

E juro que demorei pra entender a referência: Aníbal Barca, o cara dos elefantes, um dos generais mais badass do Império Romano antigo, saindo na porrada com Scipio Africanus (esse eu precisei pesquisar pra saber quem era). Daí minha cabeça começou a dar nós.

Como assim, não eram apenas figuras históricas japonesas?! Não era pra ser um anime na pegada do "vamos transportar uns malucos pra um mundo de fantasia" (cof cof SAO, Log Horizon)?!


Mas a culpa era minha, no final das contas. Fui eu que demorei pra correr atrás do manga original, que fiquei enrolando na frente do computador ao invés de encomendar pela Amazon de uma vez. Cheguei até a comprar alguns títulos que estou lendo (clique aqui e saiba), mas no final das contas, esqueci completamente do manga de Drifters.

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Então, por um lado, está sendo uma experiência bem interessante não ter conhecimento prévio algum da trama, dos personagens ou mesmo do contexto da obra. Por outro lado, até o final da temporada, sei que vou precisar ler tudo (e rápido) para chegar a uma conclusão sobre o desenvolvimento do anime.
Outra curiosidade: quem acompanha o Pocket Hobby a mais tempo sabe que eu evito assistir tanto aberturas quanto encerramentos de anime. Sim, eu tenho um bom motivo, e um dia eu conto o porquê, mas desta vez, quando os primeiros acordes da opening começaram, eu fechei os olhos e deixar a música rolar, apenas pra me arrepender de não ter feito isso antes. Que baladinha gostosa de ouvir! Super recomendada!

Leia nossa resenha sobre o Episódio 1 aqui

Mas nada melhor do que um pouco de ação, headshots e correria logo no início do episódio para me pôr de volta nos eixos. A vila dos elfos estava sendo atacada, e são justamente os heróis japoneses que vão ao resgate! Aí é caco de gente voando pra todo lado!
Alguém ficou com sede de kubis... 

Conforme o episódio vai se desenrolando, também vamos entendendo os pormenores da trama: existe uma organização encarregada de combater os chamados Drifters, que usa táticas militares mescladas com objetos mágicos. Parece que, de alguma maneira, as pessoas que vêm de outro plano (possivelmente o nosso) tem o poder de destruir aquela espécie de Terra Média onde, além de elfos, também existem Hobbits, anões e sabe-se lá mais quais seres de Dungeons & Dragons...
O mais interessante desse episódio são as estratégias de luta, tanto as do Oda Nobunaga quanto dos nativos. Temos um piromaníaco japonês, um senhor feudal sem cabeça e elfos desesperançados - ou seja, terreno fértil para Toyohisa-kubi-maníaco.

De novo, preciso elogiar tanto a trilha sonora quanto o uso das cores na composição da obra - se você conhece (e gosta) de animes mais clássicos, como Cowboy Bebop, então vai se deliciar com Drifters. E dar muitas risadas com o projeto de élfico que os japoneses inventaram.
A batalha em si não dura tanto assim, mas é conduzida de maneira elegante, com um final digno de filme. E finalmente entendemos que tudo que acontece naquela Terra Média é meio que reflexo da disputa entre Easy e Murasaki (aquela entidade atrás da mesa do purgatório- corredor cheio de portas no primeiro episódio). Ou seja, nada de novo na velha briga ente luz e trevas que se reflete no Mundo Real...

E o episódio termina com o Olho de Sauron brilhando roxo no céu. Acho que vou assistir Senhor do Aneis outra vez, pra saber o que me espera...


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Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

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