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Por que Rankings de "Mais Vendidos" são Importantes?

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Como todo (bom) amante da cultura japonesa, muitas vezes eu "fuço" em sites gringos e brasileiros que tratam do tema - e sempre me deparo com uma ou outra publicação falando das vendas semanais de mangas, DVDs e Blu-rays no Japão.

O que eu não entendia muito bem era por quê diabos os otakus brasileiros deveriam se importar com gráficos de desempenho do outro lado do mundo - principalmente hoje em dia, que quase tudo está disponível (tanto legal quanto ilegalmente) na internet...

Pra mim era fazer os outros passarem vontade do que os japoneses tinham à disposição deles...

Até me envolver profissionalmente com o mundo das animações e histórias em quadrinhos japoneses.



Agora, a não ser que tenha nascido e crescido no Japão, você provavelmente já foi um "otaku novato" como eu, e já deve ter passado pela sua cabeça esse tipo de dúvida - e sim, eu sei o quanto essa questão pode parecer óbvia para quem já está no meio faz tempo, mas lembre-se, a comunidade está em expansão (graças aos novos títulos recentes), e é necessário explicar pros mais novos como o mercado japonês funciona.

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Visto que a maioria dos "produtores de conteúdo" brasileiros do Universo Otaku nunca sequer pisou no Japão (alguns até já vieram pra cá, mas pessoalmente não conheço nenhum brasileiro do ramo que tenha passado tempo suficiente aqui pra entender os meandros da sociedade nipônica), é comum encontrarmos análises superficiais sobre essas listas de "mais vendidos".

Entretanto, a verdade é que os números de "mais vendidos" servem tanto para medir o sucesso de uma obra quanto as possibilidades de continuações relacionadas a elas. É por isso que aquele seu anime favorito, por exemplo, nunca teve a tão prometida segunda temporada, ou aquele mangá que ninguém no Brasil gosta ainda assim continua sendo lançado.


Afinal, como a Decisão Sobre Novos Animes é Tomada?


Como alguns otakus mais experientes já estão cansados de saber, a indústria de animes (com raras excessões como o estúdio Ghibli) é muito dependente de mangas e publicações como a Shonen Jump. A maioria esmagadora dos títulos animados são derivações de light novels, mangas e até mesmo de revistas pornográficas.

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Os índices de venda são importantes pra medir a aceitação do público às adaptações para anime de seus personagens preferidos de manga, além de dar indicações sobre quais serão as obras com mais chances de estrearem na TV japonesa.

Por outro lado, não pense que acompanhar todas as publicações traduzidas que os blogs brasileiros trazem seja algo importante. A maioria desse tipo de notícia que aparece em português é apenas "caça-clique", pois o fato de uma obra estar ou não vendendo bem é apenas um - dos vários - fatores que pesam na hora da decisão de se criar um anime. E, muitas vezes, a decisão final é empresarial, baseada em acordos contratuais, e não uma resposta direta ao número de vendas.

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Normalmente, outros fatores muito mais importantes do que as vendas de mangas são: a capacidade do criador original de manter a periodicidade na produção do manga; o relacionamento entre o mangaka e os donos do estúdio de animação; os próprios custos da animação; a facilidade (ou dificuldade) na adaptação da história original; os royalties (e na maioria das vezes é nesse ponto que as negociações de um lançamento ou mesmo uma segunda temporada desandam); e, por último, as vendas.

Portanto, não se apegue tanto aos números.

Agora, quando se trata de uma possível segunda (ou terceira, quarta, vigésima) temporada de um anime que já foi ao ar, aí a história é outra...

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