Uma Geração Sem Estabilidade

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Uma Geração Sem Estabilidade Empregatícia


Estudos recentes descobriram que muitos trabalhadores no Japão desconfiam de seus empregadores, muito mais do que os empregados nos EUA, Europa, Canadá ou Austrália.

Até recentemente, a cultura de trabalho nipônica girava em torno de “empregos vitalícios”, onde os novos funcionários eram contratados pelas empresas após a graduação na universidade e permaneciam ali até suas aposentadorias.

Era comum, também, existir um forte laço entre o trabalhador e a empresa, o que incluía, não raro, a família, eventos de confraternização círculos de amizades. Por causa disso é que se diz que "no Japão, tudo gira em torno do trabalho".


Afinal de contas, os japoneses costumam usufruir de uma enorme segurança no trabalho. Ou melhor, costumavam.

Pois os tempos de trabalho estável parecem ter terminado. A cada dia, os trabalhadores no Japão têm menos segurança no emprego, e ainda estão sob mais pressão pelas horas extras. Funcionários públicos são uma pequena parcela que estão com a garantia de emprego; aqueles que trabalham para as empresas regulares, no entanto, têm muito menos ‘obrigação’ de ficar com seu empregador e, por sua vez, as empresas vem diminuindo os cuidados com seus funcionários.

Considerando a alta incidência de trabalhadores contratados, o aumento de trabalhadores em tempo parcial (os famosos arubaitos), e o surgimento das empresas que desrespeitam as leis trabalhistas - acredite, elas são tantas que, em alguns casos, os maus tratos aos empregados são tantos que podem até levá-los ao suicídio.

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As pesquisa, realizadas pela Edelman PR, revela o quanto os são leais e como eles se sentem em relação aos seus empregadores neste panorama econômico. Os resultados não surpreendem – apenas 40% dos entrevistados concordam com a afirmação: “Eu confio na empresa em que trabalho.”

A mesma questão foi proposta a trabalhadores em 28 países - desse número, o Japão ficou abaixo da média no quesito confiança com a empresa empregadora. México ficou com 89% (quem diria), EUA com 64%, Reino Unido, 57%, Austrália 54% e França 48%.

“Eu prevejo melhora nos próximos cinco anos na minha capacidade de sustentar a minha familia”, foi  uma afirmação recebida com apenas 19% de concordância entre os trabalhadores. A média global foi de 55%, o que indica que os empregados no Japão estão muito pessimistas sobre o futuro.

Pelo menos, eles se dão conta da realidade atual.

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JAPÃO, 20 DE MAIO DE 2016
Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

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