Cinco Animes Recentes que Todo Otaku de Verdade Precisa Conhecer

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Cinco Animes Recentes que Todo Otaku de Verdade Precisa Conhecer


Enfim chegou o momento de trazer algumas dicas e opiniões mais pessoais sobre o melhor do mundo nipônico na forma de animações, com uma pequena lista de animes recentes que valem a pena.

Nosso foco não é listar alguns títulos em detrimento de outros, mas sim indicar as melhores séries de destaque na opinião da galera que faz do Pocket Hobby uma realidade. Decidimos trazer apenas animes lançados desde 2010 – afinal, para alguns novatos no Universo Otaku, pode ser complicado se aventurar em animações mais antigas, como Cowboy Beebop, ou em títulos quase intermináveis, como a franquia Gundam.


Esta lista também não segue ordem de "melhor para pior", é apenas um aglomerado de animes aclamados pela crítica japonesa, mas que não necessariamente são extremamente conhecidos do público casual. Portanto, títulos óbvios como Naruto, One Piece, Gintama ou Death Note ficaram de fora (afinal de contas, mesmo quem não curte animação japonesa já ouviu falar deles...).

Avisos em dia, aí vai nossa lista:


Koutetsujou no Kabaneri




Caramba, como foi difícil apontar esse título.... Primeiro por causa das semelhanças dele com Shingeki no Kyojin (Attack on Titan, o primeiro nome que cogitamos); segundo porque é um anime ainda em exibição, não-terminado e, portanto, com final imprevisível.

Enfim, esta história de “ação e sobrevivência steampunk” mostra humanos que se escondem em fortalezas e viajam por aí em trens gigantescos, lutando contra seres muito parecidos com zumbis, que possuem corações de aço, conhecidos como Kabane.

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Como dito antes, tanto o realizador quanto o estúdio responsável são os mesmos de Attack on Titan - o que pode ser, no final das contas, algo bom. Temos inimigos sobrenaturais destruindo a humanidade, um protagonista super otaku com vontade de salvar o mundo, sangue, mortes e momentos engraçados.

A receita é boa, basta sabermos se os roteiristas vão acertar dessa vez.


Kill la Kill



Garotas em uniformes de colegial apertados e batalhas épicas são receita garantida de sucesso no Japão - ainda mais quando os autores resolver inserir vários easter eggs e referências aos filmes de Quentin Tarantino.

Kill la Kill é o supra-sumo da porradaria, com uma trama simples que funciona: uma escola-cidade vivendo sob regime militar, uma jovem protagonista delinquente numa jornada para derrotar a representante do conselho estudantil e vingar a morte de seu pai, armada de uma espada com forma de meia tesoura.

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Diante de alunos vestindo uniformes feitos de fibras que dão superpoderes para quem o veste, ela ganha o uniforme escolar lendário, tendo assim a chance de derrotar todos que se colocam em seu caminho.

Parece maluquice, né? Ao menos é o que parece, de início. Mas a trama raramente é o foco no anime - o que importa são os combates rápidos e estilosos, os níveis absurdos de nudez feminina estrategicamente escondida por objetos na tela e o poder sobrenatural das fibras do tecido. E acredite: quando você pensar que não tem como as coisas ficarem mais absurdas, provavelmente verá que estava redondamente enganado logo depois.

É claro que o excesso de fan service fizeram muitos torcerem o nariz para esse anime... Mas ignore as críticas supérfluas: no fim das contas, Kill la Kill possui uma história interessante, pontuada por combates de uma qualidade sem igual.


One-Punch Man


(pequeno aviso: este não é o trailer oficial do anime, mas é tão divertido quanto)

Esse é quase unanimidade, dispensa apresentações e está sendo considerado como um dos melhores dos últimos anos: a história bizarra de um super herói capaz de vencer qualquer inimigo com um único golpe.

Mesmo com um dos piores traços já feitos por um mangaká na história e uma trama que tinha tudo para ser ridiculamente clichê, One-Punch Man se mostrou inovador e surpreendente. Em 2012, com quase 8 milhões de visualizações, o mangá recebeu uma nova versão, foi um sucesso tão grande que acabou virando anime e conquistou ainda mais fãs.

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Todo dia do protagonista é uma luta contra o puro tédio (afinal de contas, quem tem super poderes como ele deve achar o mundo um tanto quanto chato...). Ao mesmo tempo, quase tudo o que ele faz é simplesmente tão absurdo que uma tarefa trivial como matar um simples mosquito, por exemplo, se torna algo espetacular.

O cara treinou tanto que ficou careca e, apesar de toda essa força, One-Punch Man se esforça para que seja difícil acreditar que Saitama (o protagonista) é realmente poderoso. Agora, junte a isso o fato de que ele é quase tão inteligente quanto uma porta e com um pensamento tão rápido quanto o de uma tartaruga manca...

O anime não se leva a sério, e é isso que nos garante boas risadas.


Sword Art Online



Taí um título controverso, muitas vezes alvo de críticas. Muitos sustentam que existem animes e filmes melhores sobre o tema, e mesmo dentro do Pocket Hobby discordamos entre nós mesmos quanto o assunto é SAO. Pois, para muitos, a ideia de entrar em um MMORPG de realidade virtual com imersão total pode parecer o ápice da realidade virtual e dos games. Mas, para outros, a premissa é ridícula, e a maneira como o roteiro de Sword Art Online foi concebido é "fraco".

No mundo de SAO, assim como no famoso filme Tron, entrar num Universo Virtual se torna um pesadelo por culpa de uma armadilha do criador do game, que prende a consciência dos jogadores até que o chefe final seja derrotado. Assim como em Matrix, morrer no jogo significa morrer (ou melhor, ter seu cérebro “derretido”) na vida real.

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O protagonista é um gamer famoso por suas habilidades e considerado por muito como um dos jogadores mais fortes. Assim, além de encontrar-se com eventos curiosos daquele mundo, ele está sempre batalhando de maneira a fazer você também querer entrar naquele mundo – o que pode se tornar possível em um futuro não muito distante, se depender da IBM.

A pancadaria é motivo de vários fãs admirarem o título, mas SAO também se destaca por trazer um questionamento sobre coragem e amizade. Afinal, preso numa realidade quase alternativa, você tentaria ajudar os outros ou pensaria apenas em si mesmo?


Psycho Pass



O anime perfeito para quem busca uma história de ficção científica mais séria. Todo elaborado num clima que mistura Minority Report (o filme, não aquele seriado meia-boca do ano passado) com Blade Runner, a animação mostra um futuro distópico onde todos são vigiados por uma inteligência artificial que constantemente analisa o estado mental de todos, e que pune (às vezes com a morte) quem é categorizado como "criminoso latente", ou seja, possui algum potencial para a violência ou o crime.

O foco da história é a relação da policial novata Akane Tsunemori com os “Executores”, um grupo de criminosos latentes cuja punição por seu estado mental é ajudar a eliminar todos aqueles que forem definidos como irrecuperáveis pelo sistema.

Em meio a tudo isso, Akane luta para entender e mudar o sistema, visto que, para ela, ninguém está além da recuperação. Não é nem preciso dizer que Psycho-Pass é um anime pesados, com foco na análise da psique humana e dos conceitos de bem e mal - claro que pela ótica japonesa, que nem sempre se aplica ao resto do mundo...

Portanto, se para você os animes devem ser mais do que simples histórias cheias de pancadaria, vá de Psycho Pass sem pestanejar.


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JAPÃO, 02 DE MAIO DE 2016
Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

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