Campeonatos de e-Sports e os Canais Esportivos da TV Paga‏

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Campeonatos de e-Sports e os Canais Esportivos da TV Paga


Desde a virada na época das saudosas lan houses, com o boom dos jogos online, virou uma rotina quase diária acompanhar uma galera jogando Warcraft, Tíbia e tantos outros.

Mas o que chamava mais atenção era o Counter Strike (CS) aos berros de "olha o camper..." e "Na faquinha".... Quem viveu, lembra.

De fato, foi isso que manteve muitos desses estabelecimentos abertos por tanto tempo - afinal de contas, quem "das antigas" nunca passou por um "corujão" madrugadas adentro?!

Mas a internet mudou. NÓS mudamos, e a maneira que consumimos conteúdo também mudou nesse tempo todo.


Com as novas gerações de jogos, a melhora das conexões de internet banda larga e os preços de computadores de alta performance diminuindo, vários grandes eventos foram criados e campeonatos de jogos eletrônicos tornaram-se algo comum na Europa e nos Estados Unidos.

Não apenas os FPS ganharam atletas profissionais, mas também de outros jogos tornaram-se atrativos para o modo competitivo, como os de luta - Street Fighter, Mortal Kombat - e os de esporte - principalmente os de futebol, como FIFA e Pro Evolution Soccer (PES).

Assista: VIAGEM INESPERADA

Tudo isso, sem dúvida, gerou números de público invejáveis, reconhecimento para os jogadores e - é claro - patrocinadores endossando prêmios valio$o$. Num ritmo lento, jogadores virtuais viraram praticamente profissionais, formando equipes e agregando adversários online que se enfrentavam ao redor do mundo.

Aliás, a chamada "má fama" dos brasileiros "huehuebr" vem daí: jogadores "arruaceiros", "um bando que só atrapalha" e trapaceiros online levaram o já famoso jeitinho brasileiro pro mundo virtual. Nisso vieram o YouTube com seus canais, as Networks de games, os coreanos e as televisões que (pelo menos lá fora) começaram a olhar para o setor com interesse genuíno.

Assista: LAGO NAS MONTANHAS

O mercado já não é mais como nos anos 90, quando os jogos mais pareciam gincana de programa de domingo, onde quem faz mais pontos no Mario Bros em 1 minuto ganha. Hoje, existem canais no YouTube exclusivamente sobre games (nos moldes das grandes emissoras), e programas que antes só falavam de esportes "tradicionais" (futebol, basicamente) já pensam como englobar o assunto também - como o Game Up, que passou nos bons tempos da Espn (só uma pena que não era voltado aos games esportivos).

Até o poker, um jogo de cartas, vem ganhando espaço (e peso) dentro da TV aberta. Os organizadores dos maiores eventos sobre o tema compraram horários em todos os canais esportivos menos a Sportv, e mostram anúncios publicitários com estrelas como Ronaldo, Neymar e o tenista espanhol Rafael Nadal.

Mas Afinal, E-Sport é Esporte de Verdade?


Esta não é a primeira vez que tocamos no tema: tanto os esportes "tradicionais" quanto os radicais (skate, surfe, escalada, lutas marciais) brigam por espaço faz tempo. Junte-se a isso uma invasão mercadológica em busca de audiência e patrocinadores e pronto, o estrago está feito.

Há tempos que essa discussão deixou de representar qualidade pro público, que pouco pode fazer além de assistir, passivo, os desdobramentos dessa discussão homérica. Com a maior segmentação de canais fechados, torna-se fundamental um veículo voltado especificamente aos games e, com certeza, não faltaria programação - afinal, estamos falando de um mercado que fatura mais do que o cinema, e certamente muito mais do que a indústria fonográfica.

Assista: PROURANDO NINJAS

Seria legal valorizar o passado (em termos de jogos antigos) também, pois o maior mercado consumidor de games (pelo menos os consumidores que realmente importam para a indústria - adultos com renda fixa e poder aquisitivo, que não dependem de mesada de papai e mamãe) é formado por pessoas com mais de 25, 30 anos de idade.

Assim se respeita a velha máxima: "quem gosta de esporte também gosta de games, mas quem gosta de games não necessariamente gosta de esportes"

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BRASIL, 25 DE MAIO DE 2016
Texto: Rafael Caverna (finalmente de volta!)
Revisão: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

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