Vamos a Nagoya Ver Tailandesas?

Afinal, o que seria uma #InternetJusta?

Pocket Hobby - www.pockethobby.com - Afinal, o que seria uma #InternetJusta?

Afinal, o que realmente seria uma #InternetJusta?


Semana passada, as três maiores operadoras brasileiras de internet banda larga fixa - Claro (NET), Oi (Velox) e Vivo (GVT) - anunciaram que passariam a limitar o tráfego de seus clientes. Devidamente apoiados pelo Presidente da Anatel, que afirmou que "não há rede suficiente para que todos os usuários acessem a internet de forma ilimitada", essas empresas anunciaram novas franquias com tráfego limitado e planos com preços abusivos.

Foi o suficiente pra internet quase explodir. Vários YouTubers e produtores de conteúdo revoltadíssimos com as novas franquias de internet anunciadas gravaram vídeos criticando as empresas; blogs vomitavam artigos e mais artigos sobre o tema, e mesmo as redes sociais não escaparam dos memes, das montagens e de textões revoltados com as empresas.


Vamos deixar algo bem claro: o Pocket Hobby acredita que, igual a outras contas (água, luz, telefone, gás), o consumo de internet deveria ser cobrado conforme a quantidade de uso. Quanto mais se usa, mais se paga. Simples assim.

Entretanto, somos completamente contra as franquias de míseros 160Gb anunciadas pelas operadoras - e também acreditamos que bloquear a internet de alguém que estourou sua franquia é a mesma coisa que cortarem a luz de toda a sua casa após X horas de uso do ar condicionado, por exemplo.

Em um momento tão delicado da história política do Brasil, com outro impeachment quase acontecendo em Brasília, parece que reclamar dos serviços de internet é a coisa mais importante no momento. Mas ao invés de "seguir a manada" e sair xingando tudo e todos, nossa equipe se juntou para imaginar o que seria, realmente, realmente uma #InternetJusta. Acompanhe conosco:

Realmente uma #InternetJusta


1- Pague pela quantidade de consumo, não pela velocidade

A internet já é um item de primeira necessidade nas casas do mundo todo - assim como água, luz, gás e telefone. Aliás, hoje em dia ela é até mais necessária do que uma linha telefônica.

Portanto, a internet deveria ser tratada como uma conta de consumo - e cobrada como tal. Quem usa mais, paga mais. Quem usa menos, paga menos. Simples assim.

Mas claro que ninguém que trabalha com internet apoiaria algo tão lógico assim...

2- Receba pelo que você está pagando

Imagine-se na fila da padaria. Você pede 10 pães ao padeiro, paga pelos 10 pães, mas chega em casa e só 3 pães estão na sacola. Parece justo?

Pra mim não. E nem deveria ser assim pra você, que paga por uma determinada velocidade de internet e apenas recebe uma fração disso. E o pior, tal prática, por mais que não pareça, é legalmente permitida - o que prova que já passou da hora dessas regras serem atualizadas e corrigidas.

3- Reformulação da Anatel e Abertura do Mercado

Atualmente, as operadoras lideram rankings de reclamações de consumidores, processos legais por abusos em cobranças e tantos outros índices de má prestação de serviços que ficaria difícil listar em apenas um artigo. E a Anatel não faz absolutamente nada pra combater isso.

Convenhamos, no resto do mundo também é assim: operadoras de telefonia estão entre as piores empresas prestadoras de serviço nos Estados Unidos, na Europa, e mesmo aqui no Japão.

A solução para esse problema, sem sombra de dúvidas, é a melhoria das agências reguladoras (incluindo a brasileira) e um mercado onde novas operadoras tivessem a chance de oferecer seus serviços. Sabe aquele papinho de que o Uber acabou com o monopólio dos táxis e elevou o patamar dos serviços prestados? Bem por aí...


Convenhamos, a decisão das operadoras brasileiras é estúpida, e mesmo a Anatel parece ser incapaz de conter os abusos. Isso mostra que já é hora de mudanças...

Quer se manter realmente atualizado? Clique!
Facebook - Twitter - Instagram

JAPÃO, 19 DE ABRIL DE 2016
Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

Comentários