Ex-Executivos da TEPCO indiciados por Fukushima

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Ex-Executivos da TEPCO indiciados por Fukushima


Três ex-executivos da Tokyo Eletric Power Co foram indiciados ontem, por não terem sido capazes de prevenir a tragédia ocorrida na Usina Nuclear de Fukushima após o Tsunami de 2011.

Na segunda-feira, o indiciamento de Tsunehisa Katsumata (ex-presidente do conselho diretivo da Tepco), Sakae Muto e Ichiro Takekuro (ambos ex-vice presidentes) foi decidido por um grupo de cidadãos selecionados por sorteio, ligados a um comitê de investigação da promotoria japonesa.

Esse comitê de "pessoas comuns" decidiu acusar formalmente o trio de negligência profissional, que resultou em mortes e lesões.


De acordo com o raciocínio do processo, os executivos poderiam (e deveriam) ter previsto uma eventual inundação da usina ou a vinda de um tsunami - e tomado medidas de segurança que evitassem o derretimento do combustível presente nos reatores. Afinal de contas, estamos falando do Japão, o país com maior possibilidade de desastres naturais do planeta!

Além disso, o indiciamento responsabiliza-os por ferimentos em 13 pessoas, incluindo soldados das Forças de Auto-Defesa do Japão, após explosões de hidrogênio dentro da usina, além da culpabilidade pela morte de 44 pacientes, que faleceram após uma remoção forçada de um hospital das proximidades (na cidade de Okuma).

Tepco, Fukushima e Descaso


Como esperado, a empresa Tepco tirou o corpo fora ao se pronunciar publicamente após o indiciamento, afirmando que não comentará o ocorrido por se tratar de um processo criminal.

O comitê tomou a decisão de indiciar os ex-executivos após tomar conhecimento de um relatório interno da empresa, de Junho de 2009 (dois anos antes da tragédia), que informava uma possibilidade real da Usina de Fukushima, eventualmente, ser atingida por um tsunami com ondas mais altas do que 15,7 metros.


Desde 2012, dezenas de ex-residentes e pessoas comuns vem prestando queixas criminais contra dezenas de funcionários da Tepco, prefeitos e autoridades das redondezas de Fukushima e, inclusive, contra o então Primeiro Ministro Naoto Kan. Contudo, promotores do Ministério Público japonês haviam decidido em 2013 não prestar acusações - o que gerou indignação e, posteriormente, a criação do comitê que agora decidiu pelo indiciamento do trio.

Mas fontes ligadas ao caso afirmam que, apesar de indiciados, muito provavelmente os executivos serão considerados inocentes das acusações.

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JAPÃO, 01 DE MARÇO DE 2015
Texto: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby

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