Dá para jogar no São Paulo sem Rogério Ceni?

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Dá para jogar no São Paulo sem Rogério Ceni? 


Fim de 2015 - dia 11 de dezembro. Estádio Morumbi. Termina a era Rogério Ceni no São Paulo, goleiro que dedicou 25 anos ininterrruptos ao mesmo time, numa carreira onde, na primeira proposta que possibilite a independência financeira, lá se vai o jogador pros cantos mais remotos do mundo.

Ele só vestiu uma outra camisa durante sua carreira, a da seleção brasileira, e esteve presente na Copa de 2002.

Rogério Müncke Ceni começou a jogar oficialmente no final de 1992, foi goleiro reserva do saudoso Zetti e fez parte da equipe bicampeã mundial contra o Milan.


Esse time contava com nomes de peso - Raí, Müller, Toninho Cerezo, treinados por ninguém menos que Telê Santana (técnico que se tornou lenda e se livrou da pecha de "pé frio" com a derrota do "futebol-arte" que era a Seleção Brasilieira na Copa de 1982 na tragédia de Sarriá), fazendo o Tricolor dominar o Brasil e o mundo no começo da década de 90.

Com a saída de Zetti, Rogério herdou a titularidade e não a largou mais: após anos de vacas magras ele, com a ausência de batedores de faltas e pênaltis, passou a se dedicar a treinamentos de cobranças, até reivindicar essa responsabilidade. Na época, a aposta era um risco: os técnicos, num primeiro momento, não queriam aceitar um goleiro tão longe das traves, mas a partir do primeiro gol de Ceni (em cobrança de falta contra o União Sao João em  15 de fevereiro de 1997), foi mesmo questão de tempo até ele superar os números do goleiro paraguaio Chilavert (o primeiro goleiro artilheiro da história).

25 anos de carreira


Parecia impossível superar tamanhos feitos da década de 90, mas com a chegada de Muricy Ramalho (ex-auxiliar de Telê Santana), o SPFC tornou-se tricampeão brasileiro em 2005, reconquistou a Libertadores e novamente dominou o Mundo em terras japonesas - dessa vez contra o inglês Liverpool - aliás, nesse jogo Ceni fez a defesa mais importante de sua carreira (feito homenageado abaixo).


Seu último grande feito foi o centésimo gol - e logo contra o maior rival, o Corinthians. Chegar a essa marca equivale a um atacante completando 1000 gols. O mais incrível é que em mais de 1000 jogos, ele atingiu a marca de 131 bolas na rede e, com tantos recordes, é natural que Ceni, com 693 vitórias pelo São Paulo, tenha seu nome no Guiness Book.

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Nesse período, em todos os grandes jogos de futebol com nomes de jogadores licenciados como FIFA(Soccer), Pro Evolution Soccer (Winning Eleven) Football Manager, Ceni esteve presente no gol do São Paulo e com certeza é impossível, nos próximos anos, surgir outro goleiro ao escolher o Tricolor para jogar o campeonato brasileiro.

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A primeira coisa a se fazer é editar um Rogério Ceni virtual, pois ao menos nos games a marca do tempo não será tão cruel como na vida real.

Obrigado Rogério Ceni

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BRASIL, 12 DE DEZEMBRO DE 2015
Texto: Rafael Caverna     Revisão: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby

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