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Pesquisa mostra condições de trabalho "péssimas ou injustas" no Japão

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Governo revela pesquisa sobre condições de trabalho no Japão


Recentemente, o Governo Nipônico revelou uma pesquisa feita com diversos estudantes e trabalhadores temporários ("arubaito") sobre as relações de emprego no arquipélago.

Realizado através da internet durante os meses de Agosto e Setembro deste ano, o levantamento foi uma resposta das autoridades ao constante aumento de denúncias e reclamações sobre condições laborais.

Focado principalmente nos jovens estudantes e trabalhadores temporários, o estudo mostrou o que todos já sabemos: condições de trabalho péssimas, injustas ou abusivas são prática comum nas empresas japonesas, principalmente quando se trata de vagas temporárias.


O óbvio, contudo, tem importância essencial na cultura japonesa: encomendado após crescentes reclamações contra empresas ao Ministério do Trabalho e Emprego, o levantamento teve a resposta de cerca de 1000 estudantes universitários e de escolas técnicas, apontando diversos abusos por parte dos empregadores.

Trabalhadores Vulneráveis


O desmando mais comum acontecia logo no momento da contratação, pois muitos empregadores sequer especificavam por escrito (assim como manda a lei local) as condições de trabalho - ou seja, o funcionário sequer sabia os detalhes da rotina do emprego antes de começar. Vale lembrar que no Japão não existe carteira de trabalho, como no Brasil, e muitas vezes o próprio Ministério prefere não levar adiante reclamações contra empresas que formulam contratos fraudulentos, falhos ou mesmo abusivos.

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Com foco na população nativa, a pesquisa mostrou também que a maioria dos jovens em empregos temporários estão nos balcões de lojas de conveniência, redes de fast food, academias de estudos para crianças (os chamados Jyuku), bares e casas noturnas (izakaya) e supermercados - locais que notoriamente pagam os piores salários do país.

Não bastassem as baixas remunerações, mais da metade dos pesquisados (60%) respondeu que não recebia pagamento pelas horas extras que trabalhava. Outro problema apontado eram as mudanças repentinas no horário de trabalho, de maneira repentina e obrigatória.

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Boa parte dos trabalhadores temporários no Japão, não importando sua nacionalidade, está vulnerável, e não são raros os casos de abuso psicológico e/ou sexual. Apesar disso, nenhuma medida efetiva foi anunciada, e a situação parece que continuará inalterada.

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JAPÃO, 11 DE NOVEMBRO DE 2015
Texto: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby
Com informações da NHK

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