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Os Correios Japoneses na Bolsa de Valores!

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Os Correios Japoneses entraram na Bolsa de Valores!


Ontem o Japan Post teve seu primeiro IPO (a primeira oferta pública de ações na Bolsa de Valores) da história, arrecadando mais de 1.4 trilhões de ienes (algo como 45 bilhões de reais).

O movimento, planejado desde 2005 pelo então Primeiro Ministro da época, Junichiro Koizumi, aconteceu num momento oportuno. Apesar da diminuição de correspondências em circulação, o Japão se adaptou, intensificando (e barateando) os custos de envios de encomendas e pacotes - mesmo com a ampla concorrência de empresas como Kuro Neko e DHL que prestam o mesmo serviço.

Com isso, a Bolsa de Valores Nikkei subiu mais de 2,2%, e as ações do Japan Post Bank e o Japan Post Insurance (banco e agência de seguros da mesma companhia) também tiveram forte valorização.


O atual governo de Shinzo Abe pressionou politicamente este alto preço, garantindo a venda de 80% dessas ações exclusivamente para investidores japoneses (e disponibilizando apenas 20% delas para empresas e investidores estrangeiros) - mas alguém, por acaso, achou que seria diferente?

Privatizar é o Único Caminho para o Japão?


A privatização de empresas (assim como ocorreu com a NTT em meados dos anos 1980) pode dar novo fôlego à economia japonesa, que sofre com o envelhecimento da população e a perda do posto de Segunda maior economia do Mundo para a China.

Entretanto, o cenário trabalhista japonês (viciado em maus costumes) e a dureza no sistema de Imigração local é que são o verdadeiro problema. Esse dinheiro pode, sem dúvida, auxiliar a pagar a reconstrução do desastre de 2011 - ainda há muita coisa por fazer - mas não será suficiente caso o Japão deseje alavancar realmente sua economia.

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O plano original (de Junichiro Koizumi) partiu da observação, à época, de que muitos japoneses guardavam seu dinheiro em poupanças do Japan Post Bank a taxas de juros quase desprezíveis, ao invés de investirem em negócios mais rentáveis ou despejarem esses ienes na economia.

Espera-se, com essa pseudo-privatização (apenas 11% da companhia estatal foi negociado até agora), que mais dinheiro entre nos cofres públicos e custeie novas obras, mas no dia-a-dia, pouca coisa irá mudar - pois os salários continuam baixos e a população jovem insuficiente.

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JAPÃO, 05 DE NOVEMBRO DE 2015
Texto: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby
Com informações de Japan Times

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