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Japão “Fecha as Portas” e endurece Lei de Refugiados

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Loucura Migratória


Na Globalização, há livre circulação de serviços e, principalmente, produtos ao redor do planeta, mas os seres humanos ainda não adquiriram esses mesmos privilégios.

Tudo porque o mundo atravessa um período de Caos: a África, mal dividida com o fim da Primeira Guerra, mistura num mesmo território tribos inimigas e convive com guerras civis terríveis e ditadores semi-eternos. No Oriente Médio, o sentimento antiamericano e o radicalismo religioso fez surgir grupos terroristas, gera conflitos e espalha o terror.

Sempre houve também dificuldade para latinos entrarem nos Estados Unidos, e agora a mídia acompanha as condições humilhantes às quais milhares de sírios estão submetidos ao tentarem entrar na Europa.


Junte-se a isso várias crises econômicas recentes e pronto! Temos o maior fluxo migratório desde a Segunda Guerra Mundial. Basta ver como os exilados chegam e são tratados feito gado na Grécia ou Hungria - lembra daquele cinegrafista imbecil que teve a falta de humanidade de dar uma rasteira em um pai com filho no colo enquanto corria para entrar na Hungria? Pois é, xenofobia e economia quebrada fizeram de lugares assim péssimas rotas de acesso à França e Alemanha...

Para onde fugir?


Haveria outro país que, em tese, seria um porto seguro, o Japão, mas que mostra sua faceta excludente ao dificultar pedidos de visto e até mesmo realizar uma caçada aos estrangeiros já residentes. Enquanto o mundo derruba barreiras para abrigar os refugiados, a Terra do Sol Nascente fecha ainda mais suas portas.

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Ano passado, mais de 5000 pedidos de refúgio foram recebidos pelas autoridades nipônicas, porém somente 11 pessoas foram aprovadas - o número mais baixo entre os países desenvolvidos. Em comparação, a Dinamarca, talvez o país do território Schengen (União Europeia) com as leis de Imigração mais duras, aceitou 6104 refugiados em 2014.

O atual governo japonês, contudo revisa suas Leis de Refugiados para tomar medidas ainda mais duras, que incluirão a deportação de requerentes rechaçados, a proibição de novos pedidos (para quem já teve um pedido rejeitado) e uma pré-triagem de novos candidatos.

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Nem mesmo uma guerra parece justificativa plausível de Asilo ou Refúgio para os agentes de imigração japoneses, pois até o presente momento, "fuga de conflitos armados, guerra declarada ou guerra civil" não estão incluídos como requisitos para um visto de refugiado - e não existem planos de incluir algo assim na nova lei.

Tudo isso apesar do Japão ter recebido, apenas esse ano, a "módica" quantia de US$167 milhões de dólares da UNHCR, a Agência de Refugiados das Nações Unidas, que doou a pequena fortuna em troca do país implementar novas políticas públicas e auxiliar pessoas em risco... Mas parece que esse dinheiro não foi parar onde deveria.


[ATUALIZADO] Hoje, dia 15 de Setembro, o Ministério de Justiça do Japão aprovou um novo plano de controle de imigração, válido pelos próximos cinco anos, que passará a contemplar os fugitivos de conflitos e guerras com asilo.

Atualmente, é considerado refugiado qualquer estrangeiro que, em seu país de origem, enfrenta perseguição por motivo de raça, religião ou crenças políticas. Entretanto, diante dos novos planos, imigrantes que vem ao Japão fugindo de conflitos armados poderão permanecer no país durante um ano, por razões humanitárias. A permissão poderá ser renovada.

A nota do Ministério, contudo, não citou a situação atual da Síria. Mas é uma pequena vitória contra a xenofobia crônica deste país...

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JAPÃO, 14 DE SETEMBRO DE 2015
ATUALIZADO 15 DE SETEMBRO DE 2015
Texto: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby
Com informações de JapanToday e TheLocal.

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