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Professores Japoneses Tarados - Hobby News

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Abuso sexual em escolas do Japão

Quem acompanha o Universo Otaku nota a importância e o tradicionalismo das escolas japonesas na cultura do país. Muitas, inclusive, são o pilar central de animes, doramas e mangas, pois representam e ensinam o "modo de vida japonês". Sob seus ombros (ao contrário do ocidente) reside a controversa tarefa de não apenas preparar academicamente os jovens, mas também - e principalmente - educá-los e moldar seus espíritos para a realidade do país mais feudal do séc. XXI: o Japão.

Não à toa, episódios de discriminação (contra estrangeiros e também japoneses), bullying (ou ijime) e violência (inclusive sexual) são registrados nas escolas japonesas todos os anos. Contudo, além da cortina de ferro imposta à força pelo governo nesses casos, o maior problema é o aumento de professores envolvidos em depravações sexuais ou comportamentos inadequados.

É importante frisar que a maioria dos meus colegas professores são verdadeiros heróis, profissionais sérios e centrados com os quais é um verdadeiro privilégio trabalhar - mas eu sou minoria, "elite branca" segundo os deturpadores. Trabalho atualmente numa das poucas escolas brasileiras sérias no Japão, mas já sofri duros choques de realidade em empregos anteriores: uma difícil temporada como professor auxiliar numa escola secundária japonesa e um ano "ensinando" em um lugar que podia ser chamado de tudo, menos de escola.


No Japão, segundo números oficiais do Ministério da Educação, 9494 professores foram "disciplinados" em 2013, sem que nós do Pocket Hobby (ou o resto do país) tenhamos ciência do que, exatamente, signifique na prática esse processo disciplinar. Sabemos que a maioria desses professores foram acusados de violência física contra alunos, mas 205 deles foram ainda mais longe, tendo "comportamentos obscenos com estudantes e outros".

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Cabe explicar que a forte cultura de submissão e hierarquia impingida ao povo japonês só piora uma difícil situação. A imprensa local, por sua vez, sempre sob fortíssima supervisão governamental, esporadicamente noticia casos isolados, mas os nomes e faces dos acusados são mantidos sob um sigilo tão ferrenho que só o Japão, que concentra o maior número de tarados por metro quadrado da Terra, poderia manter. Veja alguns exemplos:

- Professor de 29 anos, demitido após forçar relações íntimas (beijos e além) com alunas colegiais
- Outro professor, de 32 anos, que trocava mensagens de texto "picantes" com alunas
- Outro professor, também de 32 anos, que fotografava debaixo da saia de alunas num game center
- Por último, o caso mais famoso de um diretor de escola de 64 anos em Yokohama, que durante 20 anos viajou às Filipinas para fazer turismo sexual com (segundo ele) mais de 12 mil jovens.


A situação parece tão caótica que a prefeitura de Saitama, por exemplo, proibiu seus professores de manter qualquer tipo de contato eletrônico privado com alunos (troca de e-mails, redes sociais, ligações telefônicas).

Resta duas dúvidas: esses depravados serão realmente punidos? E seus filhos, que estudam em escolas japonesas, estão a salvo de abusos e discriminações?

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JAPÃO, 02 DE JULHO DE 2015
Texto: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby
Com informações de Japan Times

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