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TRÊS TRADICIONAIS

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Crônica da Semana
TRÊS TRADICIONAIS
03 de abril de 2015
Edição: Pocket Hobby

Hoje fui comer um lanche com minha mãe e avó. Fomos ao centro da cidade, as duas bem arrumadas e eu, bem, não, pois não é preciso nenhuma roupa fina para ficar belo aos olhos dos outros. Pois bem, quando chegamos ao Lanche do Tonho, minha mãe disse que havia se esquecido de pegar dinheiro no banco, disse a ela que iria com o maior prazer sacar dinheiro do caixa eletrônico em um banco que havia ali por perto, mas acabou se lembrando de que o banco fechava às nove, e já passava das dez. 

Minha avó acabou interferindo na conversa.

- Não se preocupem, deixem o lanche por minha conta!

Isso era bom para nós que éramos economicamente desfavorecidos. Ok, fizemos o pedido. Três lanches tradicionais de carne e um suco de laranja para acompanhar (por favor!)

Ao terminarmos de comer aquele alimento abençoado, minha vó disse que já estava ficando tarde e ela precisava ver novela. Nos levantamos. Quando ela abriu a sua pochete para pagar o atendente, percebeu que não havia dinheiro na bolsa.

- E agora? Ela nos disse. Não sabíamos responder a essa pergunta que ela havia lançado para nós. 

Uma batata quente havia saído de sua boca, o atendente, minha vó, eu e minha mãe, havíamos começado um jogo. Lançávamos olhares de desespero um para o outro, ficamos nos olhando por um tempo, até que eu e minha família formamos um time, e nos unimos contra o atendente, ficamos olhando para ele por um tempo até obtermos uma resposta. Ele estava com a batata na mão e iria se queimar.

- Bom, eu posso fazer fiado dessa vez, se alguém vier pagar amanhã, e eu tiver alguma garantia disso.

Dessa vez olharam para mim.

- O senhor pode ficar com a minha identidade se quiser.


Sorriso nos lábios, aprovação. Um peso saiu das costas de minha vó e de minha família naquela noite, estávamos livres (pelos menos por enquanto) da dívida com o Sr. Tonho, apesar disso ainda estava com fome, e havia um homem que vendia churros no outro lado da rua. Tenho o meu CPF e a carteira da biblioteca, será que ele faz fiado?


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