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É bom para um filme estar em listas de "mais baixados"?

A queda de braço entre a Indústria, os Hackers e o consumidor


Baixar filmes ilegalmente pela internet é um costume global tão comum atualmente que até existem listas semanais com os mais baixados. Hábito desde o fim da conexão discada, o download livre se aproveitou a popularidade do Napster (e do polêmico processo que o enterrou, liderado pelo Metallica, que não queria suas músicas ouvidas gratuitamente mundo afora) e chegou a nossos tempos de Drives na Nuvem, torrents e sites de download direto.

O costume de baixar conteúdo ignora leis de direitos autorais e cresce em variedade: além de músicas, é possível obter filmes, seriados, jogos, enfim, praticamente tudo está disponível, seja por uma simples procura no Google ou pelo avanço da tecnologia P2P (transferências de arquivos de ponta-a-ponta), de programas (do passado) como eMule e servidores como Pirate Bay (que vive sendo derrubado e recolocado no ar).

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O aumento cada vez maior de pessoas baixando conteúdo provocou uma queda monstruosa nas vendas (e lucros) de toda a indústria; locadoras foram engolidas no processo, e quem é da década de 90 lembra daquela locadora arrasa-quarterão em praticamente todos os bairros (nobres), onde você podia devolver a fita, game ou dvd por uma fresta na porta sem precisar falar com um funcionário. Parece que já previam uma tendência de atendimento sem a necessidade de interação social, bem coisa de americanos e japoneses isso...

O modelo de negócios deixou de fazer sentido, discos deixaram de ser vendidos (pois todos tinham MP3), jogos eram são obtidos 100% grátis e, por fim, as salas de cinema amargam prejuízos a cada ano.

Hoje as empresas uniram-se a governos e lobistas para aprovar projetos como SOPA/PIPA, Marcos Civis e espionar o seu HD indiscrimidamente. Ao mesmo tempo sites de download direto caíram, pessoas foram presas e a confusão se instaurou. Toda a repercussão incluiu ataques hackers, que popularizaram (ainda mais) Guy Falkes e sua máscara em protestos. Hoje, a pirataria continua, caiu mosca na SOPA e a PIPA do vovô Sam não sobe mais. Até o Obama foi passado pra trás.

O acesso à tecnologia e a massificação do Universo Pop mudou a maneira de se vender e produzir conteúdo. Temos atualmente três tendências: uma é a velha ideia de cobrar mensalmente pelo conteúdo (TV a cabo); outra são os streamings, como NetFlix (que já produz até conteúdo próprio, e se expande cada vez mais); por último, temos a estratégia de "corpo mole" em determinadas empresas, que fazem vista grossa aos downloads ilegais (mesmo perdendo nos números de audiência), mas garantem a repercussão de suas obras em redes sociais, focando-se na venda de produtos relacionados (edições de colecionador, conteúdo extra, etc). Os lucros indiretos de repente se tornaram mais importantes...

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As grandes cadeias de cinema acordaram recentemente e deixaram de apenas reclamar, buscando modernização para garantir salas cheias a cada lançamento; por isso, houve uma sobrevida dos filmes em 3D ou iMax e quaisquer outros aparatos que garantam um ingresso mais caro. As forças estão concentradas em proporcionar algo que um download jamais poderia passar, além de tentar manter aquela magia de se planejar o dia todo para, em cerca de duas horas, encarar fila de espera, pipocas superfaturadas, refrigerante quente e assistir a um bom filme.

Pelo menos nos dias de hoje, a internet parece resistente, pois enquanto ela existir, haverá downloads ilegais. Portanto, quando um filme aparece em alguma lista como o "mais baixado", talvez as perdas financeiras das produtoras sejam recompensadas pelo sucesso da obra - e a venda de todo o tipo de badulaques relacionados ao filme. Está aí Frozen provando a teoria....
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Produtos comercializados no Japão - até água vendem!

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Texto: Rafael Caverna     Revisão: Renato Brandão     Edição: Pocket Hobby
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