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A Entrevista que não Mudou Nada - Hobby Studio

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Considerações sobre o Entretenimento Moderno

A Indústria que não chegou ao Séc. XXI


Texto: Renato Brandão
Edição: Pocket Hobby

Durante todo o mês de dezembro de 2014, antes das tradicionais ceias Natalinas, duas coisas mudaram a Indústria do Cinema: a primeira, os estúdios da Sony Pictures foram hackeados por causa do filme "A Entrevista".

Os supostos culpados, a Coréia do Norte - um país miserável, quase morto de fome e praticamente sem energia elétrica alguma - conseguiu, sabe-se lá Kim Jong-Un como, treinar um Super-Time de Hackers, equipá-los com tecnologia de ponta e roubar informações de Hollywood (ao invés de algo mais proveitoso, como segredos militares)... Porque ninguém pode mostrar o Supremo Líder de bunda de fora.

A segunda mudança aconteceu quando o filme não chegou aos cinemas e, tentando evitar que milhões de dólares em investimento fossem pro buraco - como o hype pela produção só aumentou após a hackeragem atacar -, o filme foi lançado diretamente pela internet na véspera de Natal.

Através de devices como AppleTV e os streamings controlados pelo Google (incluindo o YouTube!), foi possível assistir a obra no conforto de sua casa - por um preço salgadinho mas acessível. Aliás, o filme faturou U$ 44 Milhões nos quatro primeiros dias (antes do Réveillon).
Pocket Hobby acompanhou diversos sites "especializados" apostando que o episódio criasse, finalmente, uma cultura de "lançamento pela internet" e estabelecesse um hábito na indústria, levando em consideração que o modelo de negócios de salas de cinema com projeções a 24fps simplesmente não faz mais sentido diante de televisões cada vez mais modernas em muitos lares e que as transações online estão cada vez mais seguras. Até a HBO (com Game of Thrones) ensinou que qualquer obra de entretenimento lançada simultaneamente em escala mundial aumenta o faturamento de um jeito muito mais eficiente do que gastar milhões dos cofres públicos pra tirar o Pirate Bay do ar durante poucos dias...

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Contudo, este suposto legado d'A Entrevista (mudar a maneira como consumimos conteúdo) não "vingou", muito menos tirou a exclusividade dos lançamentos dos cinemas. Após quase um trimestre do ocorrido, continuamos, infelizmente, presos ao velho regime de ingressos, espera em longas filas, pipocas insossas, pirataria e vazamentos.

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