A Era dos Robôs Gigantes - Play for Hobby


Três fatores contribuíram, no final do ano passado, para a tremenda expectativa dos fãs com relação a Titanfall: alta tecnologia ingame (armas futuristas e trajes de combate estilo exoesqueleto), gráficos inovadores (o que é muito diferente de "realistas") e, é claro, os Robôs Gigantes, um conceito muito bem explorado há décadas no Universo Otaku (e no Japão), mas que só agora parece ter sido "descoberto" pelas produtoras americanas.

Rebatizados, inspirados numa mistura entre o que James Cameron mostrou em Avatar e Ridley Scot explorou em Alien, os Robozões Titãs prometiam revolucionar as franquias de games... Mas foi uma decepção (que ninguém seria capaz de prever): Titanfall tentou "reinventar a roda" e, após o hipe do lançamento, caiu num ostracismo irrecuperável: culpa de servidores pouco eficientes, bugs irritantes, inteligência artificial fraca, inúmeros bots e da limitação no número de jogadores simultâneos no modo online. Nem aquela linda Action Figure tamanho gigante me convenceu a comprar o game: testei e comprovei o que a internet já sabia.

Apesar de Destiny, por exemplo, também tentar inovar (e fracassar miseravelmente) com temas futuristas, foi uma grata surpresa acompanhar os primeiros gameplays de Call of Duty: Advanced Warfare.

Por um momento, pensei estar assistindo House of Cards; convencido, finalmente, de que meus olhos não seriam enganados outra vez pela franquia, muito menos pela cara do Kevin Spacey (pois um alerta gritava na minha cabeça: "CoD Ghosts"), abri o YouTube e assisti alguém trocar tiros num ambiente extremamente rápido e frenético, com sons vívidos e envolventes - quando de repente aqueles saltos impossíveis, aquelas lindas imagens em 60fps (obrigado, Google!) e aquele Goliath-robozão me encheram de esperanças.


O que estragou Titanfall certamente não foram os robôs gigantes nem os quase super-poderes do exoesqueleto, foi a própria produtora. Quem sabe agora eu desista do realismo de Battlefield e aquela troca de tiros desenfreada e quase sem estratégia caia nas minhas graças... Apesar de continuar achando toda a franquia um tanto surreal.


Mas quem espera realidade de um FPS?!

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