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Mitos da TV Japonesa - Cultural Shock

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Vamos assistir televisão?


O conceito da televisão japonesa é confuso – para quem nunca conheceu o país, talvez as propagandas sejam tão ridículas quanto a internet tenta demonstrar.

Entretanto (como quase tudo), a TV aberta no Japão não é o que parece.

Imagina pagar pra assistir ISSO...

O primeiro choque que vivi, no longínquo 2011, foi atender a porta e deparar-me com um engravatado que exigia entrar em casa para ver se eu tinha um aparelho de televisão. Recém saído do Brasil, não tive dúvidas: fechei a porta com violência e simplesmente esqueci o assunto, pensando tratar-se de algum estelionatário. Naquele tempo, eu ainda não estava aclimatado à segurança do Japão.

Dias depois descobri existir uma regulamentação exigindo o pagamento de uma taxa - que nem é tão alta assim – para a NHK, a emissora estatal. A lei é clara: pagamento anual, independente do número de aparelhos na residência. Não importa se você assiste ou não, se entende ou não, tem que pagar.

Só que nem mesmo os japoneses, tão “certinhos”, aceitam pagar por algo que lhes chega de graça. Fortemente aconselhado, quando outro daqueles homens voltou a tocar minha porta, eu disse: “Não tenho televisão”. No final das contas, não era exatamente uma mentira – a TV já estava no apartamento quando cheguei, não era minha.

Soube, então, que o alvo preferido dos cobradores são estrangeiros – pois, como geralmente os japoneses são grossos, estúpidos e rejeitam a cobrança aos berros e pontapés, acaba “sobrando” para o “gaijin” que não fala a língua e se torna alvo fácil da coação intrusiva.

Muitos (senão todos) são contra a jurássica Lei de Radiodifusão (a mesma desde os anos 50), portanto o alvo das cobranças recentemente mudou. Semana passada, a Corte Distrital de Tokyo “reinterpretou” a seu bel-prazer a letra da lei, obrigando todos os hotéis da metrópole a pagarem o imposto, ao considerar cada quarto como uma residência independente. Afinal, eles não podem dizer que os aparelhos não existem...

Espera-se arrecadar pelo menos R$150.000,00 anuais em impostos – e gerar uma reação em cadeia capaz de pesar no país inteiro.

Foi um japonês resumiu a situação claramente: “É a vitória da Yakusa eletrônica

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