Vamos a Nagoya Ver Tailandesas?

Lojas de Música no Japão - Cultural Shock

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O Entretenimento que a Internet está matando


Após a internet, cobrar R$30 por 12 músicas numa frágil caixa de plástico definitivamente não é mais um modelo de negócios.


Tais palavras descrevem o atual pensamento de muita gente (pra não dizer “praticamente todo mundo hoje em dia”). Entretanto, num mercado gigante, variado e extremamente consumista como o japonês, ainda existem muitas lojas que levam a música – e os colecionadores – muito à sério.

No ocidente, ninguém mais sai despreocupadamente do trabalho (escola, facul, tanto faz) e vai “matar o tempo” numa loja de discos, só para escutar algo que os funcionários colocaram pra tocar, bater um papo com o vendedor sobre música independente ou cavucar coisas novas. É o mesmo prazer que (infelizmente) não existe mais de ir à uma locadora e “trocar ideia” com aquele atendente nerd capaz de explicar as diferentes nuances nos pseudo filmes do leste europeu ou adolescentes underground de tênis verde... Tarantino também trabalhou em locadora – e, sem tais “celeiros” culturais do Universo Pop, talvez Hollywood (e a indústria fonográfica) – sofra um bocado no futuro...

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Tower Records Shibuya
Talvez esse costume seja raridade no Brasil ou Estados Unidos, mas aqui no Japão a tradição se mantém. Tower Records lotadas dividem espaço com pequenas lojas familiares de música, a Amazon japa vende muito bem, obrigado, o iTunes ainda rende bons dividendos e somos livres (mais ou menos) para decidir o que, onde, quando e como comprar. Opções não faltam.

Como todo hoarding (colecionador de bugigangas), sou adepto da posse, gosto de ter, possuir, sentir o cheiro de “capa nova”, folhear... Mesmo que ocupe espaço. E continuarei assim por um bom tempo, desde que a indústria do entretenimento continue investindo nas mídias físicas...

Aliás, uma crítica ao setor: querem sobreviver à nova realidade que a internet provocou? PELAMORDEDEUS melhorem a qualidade, o acabamento interno, o conteúdo extra, os encartes, a divulgação... Façam uso das vantagens inerentes do produto físico, em comparação ao conteúdo digital!

E não cometam o mesmo erro do U2 ao “empurrar” goela abaixo algo que não desejamos. O público-alvo atual é bem mais exigente... Deixe-nos apreciar novamente as canções bônus, ler as verdadeiras bíblias que vinham dentro dos CDs pois, atualmente, as pessoas só encontram encartes “dupla-face”. Isso quando conseguem comprar o produto físico que desejam...

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