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Porque não confio em empresas aéreas


Imagine se a magia do filme “O Mentiroso” afetasse um piloto de avião comercial... Seriam, mais ou menos, estas as instruções dele antes de decolar:

"Senhores passageiros, não lhes digo “bem-vindos” porque vocês não o são. Nossa companhia existe para cobrar por um serviço oferecendo-lhes em troca um atendimento de qualidade duvidosa e alto risco.

O pessoal de cabine está aqui para garantir a ordem e segurança desta aeronave, não seu bem-estar. Eles tampouco são seus garçons.

Nos casos de emergência, os passageiros do fundo tem estatisticamente maiores chances de sobreviver, mas num desastre aeronáutico, geralmente ninguém sobrevive.

Durante pousos e decolagens, a única razão para seu encosto de poltrona estar na posição vertical é porque os assentos da classe econômica são tão ridiculamente apertados que impedem a evacuação da aeronave em situações emergenciais, motivo pelo qual também nunca se cogitou colocar descansos de pés (iguais aos de ônibus) nesta classe.

Na verdade, se segurança ou conforto fossem mesmo prioridade, todos os assentos estariam virados para trás – e seriam projetados para acomodar pessoas, não lagartixas anãs.

Metade do ar dentro da cabine é reciclado (refiltrado), o que economiza combustível, e durante o voo controlamos a pressão dentro da cabine, mantendo-a propositadamente abaixo do normal. Isso reduz a taxa de oxigênio no seu sangue e geralmente causa uma sonolência confortável, para que menos passageiros estejam circulando o tempo todo pela cabine. No caso de passageiros que sentem algum mal estar, as comissárias de bordo colocarão a culpa na turbulência.

É proibido fumar no interior desta aeronave porque a nicotina entope os filtros do ar-condicionado e impregna o carpete, forçando a companhia a limpar os aviões com mais esmero - ou reprojetar todo o sistema de circulação de ar dentro do avião. O cigarro também implicaria em maior cuidado na divisão do espaço interno (fumantes e não-fumantes), além de mais prevenção a incêndios na cabine. Como tudo isso teria um custo enorme, é mais fácil simplesmente te proibir de fumar.

Mantenha o cinto de segurança afivelado o tempo todo - ou você poderá voar pela cabine em caso de turbulência, algo quase inofensivo para a aeronave, mas que pode quebrar seu pescoço – e sua família perderia qualquer processo judiciário indenizatório contra a empresa.

Por favor, desligue seu celular. Existe uma hipótese ridiculamente pequena, totalmente remota e jamais comprovada de que as ondas eletromagnéticas do aparelho possam vir a interferir com os equipamentos eletrônicos da aeronave. Porém, a explicação verdadeira para tal proibição está no lobby das suas próprias operadoras de telefonia. Afinal, se alguém fizer qualquer chamada a 30.000 pés de altitude (e 850km/h), o sinal passearia por muitas torres de transmissão e forçaria a revisão de vários acordos nacionais e internacionais de roaming, um gasto que as operadoras evitam a todo custo, impondo a manutenção desta regra.

Lembramos também que o assento de sua poltrona é flutuante. Isso não tem importância alguma, pois ninguém sobrevive à queda no oceano sem um bote salva-vidas, sinalizador, várias garrafas d’água e ração de emergência. E geralmente a aeronave explode ao bater na água.

Caso seu destino final seja o Brasil, sinta-se feliz, pois este é um dos poucos países que ainda permite o transporte de duas maletas de 32kg cada - no resto do mundo, são apenas 23kg por mala, para que o avião gaste menos combustível - e sobre mais espaço para quem paga pela bagagem extra.

Por falar em bagagem, absolutamente nada garante que nossos próprios funcionários não abram suas maletas, roubem seus pertences ou simplesmente esqueçam uma mala em algum canto. Não adianta reclamar, gritar ou chamar a polícia - não faremos nenhum esforço para cuidar de algo seu. Nossa obrigação é certificarmo-nos que nenhum objeto perigoso entre nos porões do avião, mas no desembarque, cada um que se vire.

Por fim, a recente proibição de gadgets descarregados dentro da cabine em voos para os Estados Unidos é, na verdade, a mais nova tentativa das alfândegas para “confiscar” pertences de valor dos passageiros, além de inibir as vendas no famoso Duty Free – sim, seu iPad recém-comprado, livre de imposto, será tomado de você se estiver sem bateria. Beira o absurdo, eu sei, mas é assim que o mundo corporativo funciona – então desligue seu notebook e vá dormir antes que essa bateria termine.

E não pense que tomaremos qualquer medida para sua praticidade, como tomadas de recarga nos assentos ou conectores USB para toda a frota - o sistema elétrico das aeronaves mais antigas não suportaria o aumento no consumo de energia nem nos interessa carregar de graça seu gadget.

E não esqueçam: os Estados Unidos são o país com maior taxa de acidentes aéreos do mundo, portanto nenhuma medida paranoica e esdrúxula criada para evitar o terrorismo até agora é realmente efetiva para aumentar a segurança dos passageiros.


Tenham uma ótima viagem e pau nas suas b%#D@Z!"






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