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O fim dos "jogadores pizza" - Hobby Sports

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O Fim dos "Jogadores-Pizza"



Até os anos 80, as "vendas" de jogadores obedeciam a chamada Lei do passe , o contrato (e o jogador) pertenciam ao clube; as "vendas" (transações de atletas) só eram realizadas quando os dirigentes entravam em acordo entre si - o jogador era a "mercadoria", uma mera fonte de lucro para a empresa (o time de futebol).

Em 1990, com o final de seu contrato, o belga Marc Bosman entrou na justiça por não chegar a um acordo com seu time inicial, o Liège. Ao ganhar o caso, ele pôde mudar de time sem desembolsar nenhum "valor de transferência". Essa disputa gerou a Lei Bosman ou Lei do Passe Livre, que chegou no Brasil com a Lei Zico (atualizada depois com o nome de Lei Pelé).

Para ser mais competitivo, rico e bem organizado, com o futebol europeu, os clubes brasileiros firmaram parcerias e co-gestões, na década de 90. O caso mais bem sucedido foi a da Parmalat, que fez acordos com vários times, sendo o mais emblemático com o Palmeiras, investiu na contratação de jogadores como Roberto Carlos, Rivaldo, Djalminha Edilson, que conquistaram num primeiro momento dois títulos brasileiros. Já na segunda geração (treinada por Luis Felipe Scolari), Alex, Arce e Marcos conquistaram a única Taça Libertadores do time

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Com o fim da parceria após 10 anos de duração, o dinheiro "minguou" e o time entrou em crise, e sem poder investir sucumbiu à dura realidade do "bom e barato", sendo rebaixado para a segunda divisão.

Outros times, anos depois, firmaram suas parcerias: Flamengo, Cruzeiro e Grêmio com a ISL; Corinthians com o Banco Excel (e um fundo de investimentos duvidosos, o MSI) e outros com empresas menores, mas o descontrole financeiro e o desespero de times em crise fez o mercado nacional inflacionar.

Nos anos 2000 despontou Ronaldinho Gaúcho, que brilhou tanto no Estádio Olímpico (jogando pelo Gremio) quanto com a camisa da seleção brasileira - como mostra esse vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=SaV753UN8gY

Seu sucesso fez o time gaúcho sonhar com os milhões que ganharia com uma inevitável venda do jogador para a Europa, mas seu contrato acabou e ele entrou na justiça, transferindo-se sem ônus para o Paris Saint Germain, que na época não era esse time bilionário mantido por sheiks árabes.

Para facilitar as contratações, clubes se uniam a empresários, dividindo os lucros (em porcentagens que sempre variavam) sobre o "valor do mercado" do atleta. Em muitos casos, o jogador era uma "propriedade" dividida entre empresário e clube - e o clube, geralmente endividado, detinha a menor fatia desse bolo.


Em 2010, o Santos se destacou nos gramados, e logo na primeira renovação de contrato do seus atletas em destaque naquele momento, Neymar e Ganso, o clube conseguiu segurar ambos no Brasil, passando uma grande parte do "valor do passe" às mãos do pai do jogador (seu empresário) e um supermercado parceiro. Em troca, o clube ganhava em capacidade técnica, publicidade e, claro, resultados dentro de campo. Somente dois anos depois, Neymar foi vendido para o Barcelona por um valor recorde - mas com tantos detalhes estranhos nessa venda, o caso foi apelidado de Neymargate e o presidente do clube catalão, Sandro Rosell, foi deposto.


Tudo isso fez a Fifa querer acabar com essa "farra" de jogadores com muitos donos, num mercado onde atletas e empresários ganham milhões - e os clubes estão cada vez mais endividados. Forçar as negociações sem a intervenção de atravessadores (apenas de clube para clube), pode gerar transferências mais transparentes. Mas algo nessa medida ainda soa parecido com os velhos tempos da Lei do Passe.

Talvez os atletas eram felizes e não sabiam...


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