Vamos a Nagoya Ver Tailandesas?

Panorama do basquete brasileiro - Hobby Sports

Pocket Hobby - www.pockethobby.com - #HobbySports - Panorama do Basquete Brasileiro.

Basquete, a Bola da Vez



O Brasil "carrega o fardo" de ser o país do futebol, portanto outros esportes sempre foram considerados "amadores", mesmo realizando campeonatos oficiais com atletas profissionalizados e pagos; a atenção do grande público está focada e a grande mídia não repercute outras coisas, preferindo transmitir partidas irrelevantes para preencher a programação da TV.

A grande briga é para saber qual se tornará, oficialmente, o segundo esporte nacional; a premissa é existirem brasileiros vencedores com tendência a "herói nacional" e inspirar uma nova geração de praticantes, mas isso por ser uma estratégia que depende demais do desempenho do ídolo, se ele cai ou se aposenta e não tiver alguém tão bom para substituí-lo, já era... Basta lembrarmos de Guga (tênis), Popó (boxe), Senna (F-1)...

Os anos 60 foram um curto período de grandes vitórias esportivas, que culminaram com Pelé, Copa do Mundo e Eder Jofre. O Brasil deixou seu "complexo de vira-lata" e uma geração tornou o basquete referência ao conquistar o bicampeonato mundial em 59 e 63, se consolidando como grande força ao ficar com o bronze Olímpico em 60 e 64, ficando atrás somente dos sempre imbatíveis Estados Unidos e a comunista União Soviética, levando a Guerra Fria aos duelos esportivos também.

 Pocket Hobby - www.pockethobby.com - #HobbyNews - Basquete, a Bola da Vez e muito mais!
Isso impulsionou a formação de campeonatos estaduais (notadamente o Paulista), nos quais se destacaram os times de Franca, Monte Líbano e Sírio - este último teve seu grande momento ao ser campeão mundial (vídeo abaixo).

Vieram os anos 80 e a geração do Oscar "Mão Santa" Schmidt dominou: ele sempre foi um grande jogador e seu treinamento e garra excepcionais o fizeram um grande arremessador de 3 pontos, tanto que no começo de sua carreira ele foi convidado para ser o primeiro brasileiro a jogar na NBA (a liga americana). Ele declinou o convite pois não queria perder a oportunidade de jogar na seleção brasileira.

A década de 80 foi a década mais interessante esportivamente do Brasil, pois apesar da seleção brasileira de futebol não ter garantido bons resultados em copas do mundo, tínhamos bons campeonatos nacionais, víamos crescer o vôlei com a geração de prata vice-campeã da olimpíada de Los Angeles, o auge da Fórmula 1 com Senna e Piquet e até mesmo víamos boas lutas com o esforçado Maguila.

Veio o pan americano de 87, em Indianápolis, cidade-natal do basquete (tanto que a seleção americana montou o melhor time disponível para conquistar o título em casa) com destaque para os novatos David Robinson e Danny Manning. A partida seguiu o ritmo esperado com os Estados Unidos na frente com uma margem folgada mas aos poucos o jogo brasileiro começou a encaixar e Marcel e Oscar juntos marcaram 76 pontos para o Brasil, que conseguiu uma vitória histórica de 120 x 115 (única vez em que americanos sofreram mais de 100 pontos e perderam em casa).


O bom momento fez surgir também uma grande geração feminina, Hortência e Paula, antes rivais nos campeonatos paulistas, se juntaram e chegaram a ser campeãs mundiais e prata nas olimpíadas de 96. Tão especiais foram esses jogadores que Oscar, Paula e Hortência tem seus nomes no Hall da Fama do basquete.

Na virada do século, o basquete não acompanhou o sucesso do vôlei, e as crianças altas que queriam jogar com as mãos passaram a querer sacar ao invés de arremessar. Os motivos desta decadência foram as más administrações de campeonatos nacionais e a desorganização que causava maus resultados. Sai o basquete, entra o vôlei.

Vimos seleções brasileiras não tendo os melhores jogadores e sempre que os da NBA a mídia brasileira erradamente os chamava de mercenários, como no caso do Nenê que foi vaiado no jogo de exibição do Washington Wizards contra o Chicago Bulls no Rio de  Jameiro. A verdade era que a federação nacional simplesmente não pagava o seguro contra lesões - e que atleta profissional se arriscaria sob tais condições?!



Ao perder o protagonismo regional, a Argentina "tomou nosso lugar" com Emanuel Ginóbili e Luis Scola. O Brasil mudou seu rumo contratando o técnico que fez a revolução no país vizinho - Ruben Magnano - que mudou o estilo tradicional de jogo (ataque à base de arremesso de 3 pontos) para uma defesa forte, boa transição e base nos 3 pivôs. Os resultados demoraram, mas apareceram - classificação para as Olimpíadas apos 16 anos de ausência e, no mais recente mundial, o Brasil parou nas quartas de finais após vencer a rival Argentina por 20 pontos de diferença. Fomos eliminados pela Sérvia, a qual venceu facilmente na fase de grupos, mas o orgulho foi recuperado ao humilhar o maior rival 


Quem sabe o basquete não volta à sua velha forma...

Gostou?! Conheça mais!
POST ANTERIOR

COMENTE TAMBÉM, SUA OPINIÃO FAZ TODA A DIFERENÇA!

Comentários