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3 feitos esportivos do século XX - Hobby Sports

 #HobbySports 2 - Vitrine - Ayrton Senna, Muhammad Ali, Jesse Owens e muito mais!



1- A vitória de Jesse Owens nas Olimpíadas de Berlim

#HobbySports -  Jesse Owens, Ayrton Senna, Muhammad Ali e muito mais!

A festa estava pronta, o Estádio Olímpico de Berlim foi inaugurado com a presença do Führer Adolf Hitler para comprovar a superioridade genética, a maior aptidão física dos arianos em relação aos outros povos da Terra e ter a prova definitiva de que a teoria eugenista era inegável.

Para isso, acreditem, tudo foi feito de forma a propagar sua campanha nazista, não poupando riquezas. Basta dizer que as obras foram vinte vezes mais caras que as dos jogos anteriores - infelizmente, nenhum alemão viveria caso entoasse #NãoVaiTerOlimpíada. 

Mas o vilão do filme Bastardos Inglórios não imaginava que seus esforços seriam destronados, já que o campeão alemão de atletismo, Lutz Long, seria derrotado por um americano de "raça inferior": Jesse Owens.

O atleta negro consagrou-se como mito ao vencer os 100, 200, revezamento 4x100 o salto à distância. Aplaudido por milhares no estádio (e nos recém inventados aparelhos de televisão), Owens é membro do Hall da Fama da Federação de Atletismo, no seu centenário, em 2012. 


2- Luta de Mohammed Ali contra George Foreman no Zaire

#HobbySports - Muhammad Ali, Jesse Owens, Ayrton Senna e muito mais!

No canto direito, em 1970, Mohammed Ali retornava após três anos de suspensão por não ter se alistado na Guerra do Vietnã, recuperando seu título após vencer dois combates. Entretanto, também perdeu para Joe Frazier. No canto esquerdo, George Foreman (sim, o cara do Grill!) era campeão olímpico e também considerado o melhor lutador, visto seus socos potentes. Numa luta anterior, humilhou Frazier, o fazendo cair 7 vezes em 2 rounds.

A luta aconteceu no Zaire (atual Congo), e ficou conhecida como "Rumble in the Jungle". Foreman era o grande favorito por ser mais novo, mais forte e, na época, invicto. Conhecendo seu oponente, Ali optou por cansá-lo ao máximo, levando-o para uma luta longa.

Como num combate de Rocky Balboa, Cassius Clay (como era conhecido Ali antes de se tornar muçulmano) ficou nas cordas, levando socos e esquivando-se seguidamente, provocando Foreman ao dizer "é só isso que você tem", "minha mãe bate mais forte do que você", "me disseram que você batia forte", "seu futuro é na Polishop"...

No oitavo round, com Foreman destruído física e mentalmente, Ali o nocauteou e teve a vitória mais marcante da arte do boxe.

3- A batida de Alain Prost em Ayrton Senna no GP de Suzuka, no Japão, em 1989

#HobbySports - Ayrton Senna, Muhammad Ali, Jesse Owens e muito mais!

No auge da Fórmula 1 no Brasil (e no mundo), Ayrton Senna do Brasil ~sil ~sil duelava ponto a ponto com o ''professor'' francês Alain Prost. Ambos dirigiam lendárias Mclaren/Honda, o único carro que impostava naquela temporada. Suzuka era o penúltimo GP, e o brasileiro precisava desesperadamente de duas vitórias: só assim poderia tirar a desvantagem de 16 pontos.

Tudo havia começado bem. Como era de praxe, Senna fez a Pole Position e largou ao lado do rival, na primeira fila. Alain iniciou melhor e houve troca de posições, até que Ayrton o alcançou na volta 40 e, por sete voltas, aconteceu a perseguição que valia a conquista da temporada.

Uma cena icônica deste esporte aconteceu ali, na volta 47, quando Prost e Senna se chocaram na saída da curva. Destruindo o seu carro e o bico do brasileiro, ele partiu confiante para os boxes.

Ayrton, determinado como sempre, não entregou os pontos. Mesmo com o bico destruído, seu carro ainda chegou ao pit, onde substituíram a peça quebrada. Estrelando uma improvável recuperação, ele retomou a liderança e, assim, partiria para a mais #epicwin das vitórias de Formula 1... #SóQueNão.

Enquanto os brasileiros comemoravam (tã~tã~tãããn), Alain Prost e seus assessores já estavam protestando, sob a alegação de que Senna quebrou o regulamento ao usar um suposto atalho para voltar a pista. Com isso, a decisão ficou em suspenso e, dias depois, Jean Marie Balestre anulou a vitoria do brasileiro, passando-a para Alessandro Nannini, que detinha a segunda colocação, tirando os pontos conquistados, a licença de Ayrton por seis meses e impondo uma multa de U$ 100.000.

Uma longa polêmica de bastidores agitou a F-1 e Senna pensou até mesmo em migrar para a Fórmula Indy, convidado pelo ídolo e amigo Emerson Fittipaldi, mas acabou permanecendo na F-1. Destino ou não, justiça ou não, no ano seguinte ele consagrou-se campeão no mesmo prêmio e, vejam só, conseguiu uma das maiores vinganças esportivas de todos os tempo ao colidir com a Ferrari do rival francês - será esse o mesmo sentimento de acertar o inimigo com um casco vermelho no Mario Kart?